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From Up The Poppy Hill



Kokuriko-zaka Kara ou From Up The Poppy Hill é o último filme dos estúdios Ghibli, com argumento de Hayao Miyazaki e Keiko Niwa e realizado por Gorō Miyazaki (sim é filho) que já tinha realizado Tales From the Earthsea em 2006.

Depois de 2 filmes inspirados em histórias ocidentais, Ponyo e The Secret World of Arrietty, Myazaki volta a uma história nostálgica sobre o Japão da segunda metade do século XX, com contornos românticos que em Portugal associaríamos à literatura de Eça de Queiroz, misturados com ingredientes de "idade da inocência" que já fazem parte do seu léxico dramático desde a Heidi e o Marco. Não é um argumento com muitas reviravoltas nem especialmente original mas consegue imprimir ao filme uma grande carga emocional que conjugada com a excelente direcção de arte torna o filme mais um clássico instantâneo.

O filme estreou no Japão em Julho de 2011 e passou por França em Janeiro deste ano, no entanto está previsto para os EUA apenas em 2013 e como normalmente os filmes Ghibli só cá chegam por importação norte-americana (isto se chegarem), não me sinto muito mal em recomendar que façam uma busca pelo torrent com o nome japonês e vejam se no titulo falam em eng subs ;)

E depois logo compram o Blu-Ray quando sair lá para 2013...

supernatural the animation



Estreou no início do ano nos EUA, a versão anime da série Supernatural, produzida pelo estúdio Madhouse.

Basicamente trata-se de (para já) de um re-make das primeiras duas temporadas (neste momento vamos na 6ª), reescrevendo a história da série original mas também mostrando novos pormenores e novas histórias focadas em eventos ou personagens secundários.

Na versão americana as vozes de Sam e Dean são exactamente as dos seus respectivos actores na série, sendo que prefiro versões com voz japonesa, neste caso a coincidência de vozes entre série e animação acaba por se tornar interessante, dissipando a barreira animação/série. Mesmo em episódios com historia já conhecida a abordagem plástica das cenas, bafeja-nos de frescura e a animação permite acções que seriam muito caras ou difíceis de concretizar com actores reais e meios físicos. É de destacar o sangue, não fosse o espectro do anime repleto de abordagens muito gráficas aos efeitos de splatter e outras preciosidades como reflexos de acções nos olhos dos personagens...

Provavelmente o ponto mais fraco é o ending com uma cover japonesa da música Carry On Wayward Son dos Kansas, que apesar do sotaque bem melhor que o costume sofre do fenómeno "bad english" nipónico! LOL

panty and stockings



Panty and Stockings with Garterbelt é o novo anime da Gainax que estreou no fim do mês passado no Japão, posso dizer que me parti a rir com os primeiros três episódios.

Posso resumir dizendo que são as Powerpuff Girls versão japonesa para maiores de 18 e já dá uma ideia do que vai sair deste anime =X

Uma combinação perfeita de humor echii e nonsense à boa maneira nipónica (com homenagens às séries tipo "power rangers").

High School of the Dead



Não é nenhuma novidade, para quem me conhece, que sou um ávido devorador de tudo o que são criações culturais relacionadas com zombies e uma das coisas que até agora faltava para consumir eram animes sobre com estes pouco simpáticos canibais (há alguns que andam lá perto como o Zombie-Loan e umas coisinhas com criaturas mais próximas de vampiros).

Digo até agora porque estreou na semana passada no Japão, High School of the Dead, uma adaptação do manga homónimo (não conhecia), que veio preencher em grande estilo a lacuna. Como dá para perceber pelo nome a história roda à volta de um grupo de alunos de um liceu japonês, que dão por si no meio de um apocalipse provocado por mortos-vivos e a partir dai é o costume, tentam sobreviver a todo o custo.

Apesar de ainda só haver um episódio legendado, já deu para perceber que temos aqui uma das melhores séries de animação do ano, com uma grande qualidade gráfica, muito gore e com bastantes cena ecchi, o que dá um sabor invulgar ao género.

Só falta mesmo é estrear a adaptação a série de TV do The Walking Dead e temos mais um grande ano para o canibalismo infecioso :D

PS: Lembrei-me agora que também era suposto estrear este ano, o filme Resident Evil Afterlife LOL

K-On!!





De notar os dois pontos de exclamação, que querem dizer que é a segunda temporada de uma das séries de anime mais vistas de sempre (no Japão) e o também o maior exemplo de product placement (ele é fenders, gibsons, audix e companhia) nipónico...

K-ON!! continua cómico e moe como sempre :D

PS: A primeira música talvez tenham exagerado na voz tipo "Alvin e os Esquilos" LOL

oblivion island



Oblivion Island - Haruka and the Magic Mirror (Hottarake no Shima - Haruka to Mahō no Kagami) é uma raridade no panorama da animação japonesa, um filme em 3D (leia-se CGI ou animação gerada por computador) mas que retém um estilo anime quer no desenho das personagens quer numa renderização de cenários com ar de pintura a pincel.

A história é enraizada na mitologia japonesa, mais concretamente na simbologia da raposa, enquanto animal de culto umas vezes relacionado com um espírito niilista dado ao deboche (na mitologia grega corresponderia à figura do fauno) mas neste caso centrando mais numa adoração enquanto espírito benéfico. Assim as raposas do filme são espíritos recolectores que levam aos humanos os objectos dos quais eles se esqueceram (o símbolo ocidental seria o corvo).

Tudo começa quando Haruka percebe que perdeu o espelho da falecida mãe, apesar de ter prometido a esta que nunca se esqueceria dele. Depois de pedir ao espírito da raposa que o traga de volta, acaba por adormecer nas escadas solarengas do templo e quando acorda dá-se de caras com uma pequena criatura, que vai seguir até à "ilha do esquecimento"...


working!!



Uma nova série acabadinha de estrear no Japão. A história é simples, Taneshima Popura é uma empregada de restaurante que fica encarregada de encontrar um novo part-timer, depois de perguntar aos amigos todos decide tentar arranjar pessoas na rua sem grande sucesso até que esbarra com Takanashi Sota, que a confunde com uma criança perdida apesar de esta ser um ano mais velha e frequentar a mesma escola (sempai é o termo usado).

Este acaba por aceitar o pedido e começa a trabalhar no restaurante e é ai que começam as confusões, não fosse Takanashi um lolicon, Taneshima uma loli, a gerente uma tsundere e houvessem outras surpresas típicas do imaginário japonês.

Não é nenhuma série do outro mundo mas a banda sonora ska embrulha muito bem :D

balack






Algumas taradices de um ilustrador francês do qual eu sou fã incondicional! LOL

Porque nem só de coisas tristes é feita a vida :P

Mais em:
http://balak01.deviantart.com

ponyo à beira mar



Ponyo à Beira Mar, ou no original Gake no ue no Ponyo é o último anime Hayao Myazaki, autor dos conhecidos filmes Princesa Mononoke, Spirited Away, Castelo Andante e principalmente neste os mais atentos vão notar a mão do autor de vários clássicos da animação, como a Heidi, Marco e Conan, O Rapaz do Futuro.

Nos EUA o filme tem chancela da Disney (contando até com as vozes da Cate Blanchet e do Matt Damon), por cá foi feita também uma versão dobrada que me provocou arrepios quando vi o trailer nacional (não que seja mal feita mas tal como a versão americana não bate certo) mas felizmente podemos contar com a Medeia para mostrar no King e no Monumental (só em Lisboa infelizmente) a versão original com legendas em português.

A história é baseada no conto original da Pequena Sereia de Hans Christian Anderssen (e não no filme da Disney), sendo que a ambiência é bem mais infantil que nos filmes anteriores e mesmo o desenho das personagens é reminiscente exactamente da Heidi e do Marco, mas isso não lhe retira nada (a menos que entrem no cinema à espera de mais uma Princesa Mononoke). De notar a quantidade insana de animação, logo nas cenas iniciais debaixo do mar em que centenas de peixes se movem por todo o ecrã, ou nas cenas de "tempestade" com centenas de ondas que se transformam em formas de peixe. A única pena é que como a projecção nestes cinemas é mais tradicional o filme tem uma boa quantidade de grão, o que pode ser interessante se pensarmos que dessa forma ficamos com um ar mais vintage e nostálgico do filme.

Outro pormenor que vale a pena da versão original é o trabalho de design dos crédito (que na versão americana se perde em favor de uns letterings trajanescos em dourado à Hollywood e um logotipo quase colado do Em Busca de Nemo) que mostram centenas de pequenos ícones de ar infantil, com gatos, caranguejos e companhia, antes do nome de cada um dos intervenientes na produção do filme.

E já que estou numa onda de dizer mal, deixar também a nota que não liguem à barbaridade que vários doutos críticos de cinema não se cansam de repetir ao dizer que este filme não é animação digital, este filme é feito digitalmente porque a imagem ao contrário do que acontecia na animação tradicional em que os fotogramas eram "fotografados" é digitalizada e pintada digitalmente (embora os cenários na sua maioria sejam pintados naturalmente), sendo que até há cenas que duvido que fossem possíveis fazer manualmente, sendo quase certamente compósitas.

O que os senhores querem dizer é que não é uma animação tridimensional, só para que sejam intelectualmente do nível que se querem fazer passar... LOL


marvel nipónica





O estúdio de animação Mad House está a adaptar duas das personagens míticas da Marvel, Wolverine e Iron Man, ao universo cultural japonês, com resultados muitos interessantes, quer a nível do estilo de desenho, como das novidades no design e história.

Valkyria Chronicles



Além do jogo, com gráficos 3D que emulam um anime de estilo "aguarelado", a SEGA concebeu também um anime do seu título Valkyria Chronicles.

Ao contrário do que seria de esperar o anime é praticamente independente da experiência de jogo, concentrando-se mais nas personagens e no enredo.

A história passa-se num mundo alternativo que apesar do aspecto medieval da tecnologia já possui armas de fogo e tanques de alta mobilidade. Acompanhamos uma equipa da milícia que participa na luta contra uma invasão por um grane império, tornando-se conhecida por alcançar vitórias em batalhas nas quais o exército regular já havia sido derrotado.

Ao longo da primeira série são revelados alguns segredos e surpresas sobre alguns dos elementos deste esquadrão, que envolvem duas civilizações do passado envoltas em mistério. Uma delas evoca semelhanças com o êxodo judeu e ao longo da série são colocados os mesmos dilemas do genocídio nazi.

Resumidamente, além de um desenho muito moe há uma profundidade que à primeira impressão não esperava, o que o torna mais um dos animes recomendados, ainda em exibição no Japão.

claymore



Encontrei esta série quando estava em busca de animes com zombies e embora as recomendações tenham sido claras em dizer que não era de mortos-vivos, também eram unânimes em relação à qualidade desta animação.

A história é passada num mundo medieval, onde a humanidade vive amedrontada com os Yomas, demónios que têm um apetite por entranhas e que conseguem metamorfosear-se em humanos, de forma a não serem detectados pelas presas. No decorrer da série acompanhamos Clare, membro de uma casta de guerreiras cuja função é exterminar os demónios, no entanto as Claymore são na realidade meio humanas, meio Yoma o que as leva a serem quase tão temidas como as criaturas que exterminam.

É este o mote, no entanto após 3 noites intensivas e 26 episódios fiquei abismado pela forma como a história tem voltas e reviravoltas que seriam impensáveis numa história ocidental (com a tendência para o happy ending). O senão é o estilo de desenho, que demora um pouco a entranhar mas a qualidade é inegável e torna-se cada vez mais complexa com cada novo episódio.

Mas nada como ver a abertura para ter uma ideia!

basquash!



Basquash! é mais um anime recém estreado no Japão com a particulariedade de ser uma produção franco-nipónica, ou seja, segundo aquilo que percebi o conceito e as personagens foram desenhadas por artistas franceses e é animado e produzido como um anime normal.

É uma mistura entre mechas (robots de 2 pernas controlados por pilotos humanos) e basket, numa planeta chamado Earthdash, orbitado por uma lua artificial que é em si uma cidade com uma tecnologia mais desenvolvida. O personagem principal, Dan (uma espécie de Naruto versão francesa... ou seja mais palhaço) quer chegar à lua (basicamente sair do planeta gueto) para poder curar a irmã Coco, que ficou paraplégica num acidente com um bigfoot (os tais rôbos) e perdeu assim a oportunidade de se cumprir como promessa do basket feminino. Escusado será dizer que Dan odeia bigfoots mas que irá ser num que irá tornar-se uma lenda...

Os cenários e de todo o visual revelam a influência francesa, mas também é fácil ver nos episódios exageradamente cómicos e nas protuberâncias femininas mirabolantes a mão de um desenhador de BD francófono.

Fiquem com a abertura e notem o product placement nos ténis...

k-on!



Acho que vou também começar a fazer hábito de falar acerca de séries de anime neste blog, até porque nunca quis que isto se tornasse em mais um blog de auto-promoção e crítica ao estado das coisas, mas antes um conjunto interessante de textos sobre o meu trabalho e os meus gostos "culturais". Até ao momento ficou de fora uma das coisas que mais ocupa o meu tempo de lazer além das séries de ficção americanas (que andam a acabar...).

Acabadinho de começar no Japão, K-On! é um anime com uma premissa simples, até cliché mesmo, sobre um grupo de 2 raparigas da secundária que decidem aproveitar um clube de música pela hora da morte para formarem uma banda. No final do primeiro episódio ficamos a conhecer as outras duas personagens que irão completar a banda.

No final das contas é uma mistura interessante entre o estilo school-life (Clannad, Toradora, Genshiken) e animes sobre música do qual o mais exemplificativo é Beck - Mongolian Chop Squad (mítica mesmo). Uma série light com um estilo de desenho muito moe (basicamente significa querido) que é mais que patente nas sobrancelhas grossas da Tsugumi e com um tom de comédia situacional e imediata, do qual a personagem despassarada e desastrada (Yui, com o cabelo mais castanho) é o centro, a começar pelo facto de se juntar a uma banda sem ter instrumento, nem saber tocar e logo para ser guitarrista.

Não posso deixar de gostar pelo desenho em si (muito dentro do que procuro nas minhas ilustrações menos conceptuais) mas também pela ideia de uma banda em formação e das desventuras que dai resultam, porque me faz lembrar em alguma parte a minha própria experiência pessoal. Depois há o ponto alto de a guitarra escolhida pela lead ser logo uma Gibson Les Paul em walnut (embora goste mais das pretas) LOL

Também interessante foi um artigo que li há uma semana atrás que me acabou com uma das ilusões que tinha em relação ao anime. Pelos vistos, mesmo no Japão os animes não são praticamente transmitidos pelos canais de televisão, sendo tão underground como são no resto do mundo. Cheguei mesmo a ler comentários de pessoal a viver lá que diz que continua a só conseguir ver anime através da net, como fazia quando vivia em França.

Por isso e como sei que apesar de muita gente gostar de anime não sabe onde arranjá-lo deixo-vos um bom recurso para não perderem os últimos episódios traduzidos que é o www.anime.fansub.tv

Mais informações sobre o K-On!:
http://en.wikipedia.org/wiki/K-On!

Fiquem com o opening e o ending da série ;)