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da subjectividade das opiniões
As últimas declarações de Cavaco Silva, sobre a minguez das suas reformas face às suas contribuições, tornaram-se rapidamente mais um foco de polémica e celeuma e apenas demonstram mais uma vez a falta de relevo que a maioria da sociedade e em especial os actuais políticos, dão à questão da subjetividade.
A subjetividade numa concepção mais simples, refere-se à forma como a opinião de cada ser humano é esmagadoramente influenciada pela sua visão pessoal do mundo, formada pelas suas experiências de vida e pelas realidades que absorveu empiricamente. Nesse sentido Cavaco apenas caiu na armadilha da sua própria subjetividade.
Obviamente que à luz da sua história de vida e estatuto/posição social, os valores económicos são manifestamente parcos e parecerão pouco justos. O problema é que quando emitimos opiniões enquanto representantes políticos de toda uma sociedade, com diferentes condições de vida e sensibilidades, devemos evitar as subjetividades da opinião pessoal e deixar uma perspetiva mais analítica e racional, guiar o nosso discurso.
O problema não é, infelizmente, exclusivo do actual Presidente da República e muitos dos membros do actual governo também demonstram no seu discurso, uma vivência alheada da realidade democrática.
E chamo-lhe realidade democrática, porque é mais provável estarmos face uma noção menos subjectiva do real quando temos em conta as experiências de vida de milhões de pessoas comuns, do que uma noção de realidade baseada na mundividência privilegiada de uma elite político/económica.
E é esse um dos maiores problemas da maioria da direita, uma visão egocêntrica e empírica da realidade que não tem em conta a macro-realidade do mundo como ele é...
Excelente este spot da Fullsix para a Fundação Francisco Manuel dos Santos, responsável pela Pordata e pela excelente colecção de mini-livros dedicados aos mais variados temas políticos, sociais e económicos sob o prisma português.
Mais informações
http://www.ffms.pt
supernatural the animation
Estreou no início do ano nos EUA, a versão anime da série Supernatural, produzida pelo estúdio Madhouse.
Basicamente trata-se de (para já) de um re-make das primeiras duas temporadas (neste momento vamos na 6ª), reescrevendo a história da série original mas também mostrando novos pormenores e novas histórias focadas em eventos ou personagens secundários.
Na versão americana as vozes de Sam e Dean são exactamente as dos seus respectivos actores na série, sendo que prefiro versões com voz japonesa, neste caso a coincidência de vozes entre série e animação acaba por se tornar interessante, dissipando a barreira animação/série. Mesmo em episódios com historia já conhecida a abordagem plástica das cenas, bafeja-nos de frescura e a animação permite acções que seriam muito caras ou difíceis de concretizar com actores reais e meios físicos. É de destacar o sangue, não fosse o espectro do anime repleto de abordagens muito gráficas aos efeitos de splatter e outras preciosidades como reflexos de acções nos olhos dos personagens...
Provavelmente o ponto mais fraco é o ending com uma cover japonesa da música Carry On Wayward Son dos Kansas, que apesar do sotaque bem melhor que o costume sofre do fenómeno "bad english" nipónico! LOL
não é design
Uma pequena chamada de atenção em forma de cartaz, para alguns colegas de profissão que fazem design segundo o que está na moda e os tutoriais que aparecem nas revistas ou online e que muitas vezes exibem orgulhosamente as suas peças experimentais, muitas vezes quase sem diferenças dos originais ou conteúdo.
Ora eu também gosto de experimentar com novas técnicas mas só se isso fizer sentido para o trabalho em mãos e não apenas porque é giro e vê-se muito. A ironia acaba por ser o facto de, bem vistas as coisas, apesar de ter conteúdo, este cartaz não é muito diferente dos que critica LOL
É também uma achega para aqueles que criticam a minha tendência para o minimalismo como simplismo gráfico, porque ainda não perceberam que também sei enfeitar se me apetecer...
Mais para vir :D
Entretanto podem ver maior em:
http://www.menosketiago.com/101314
be human

Depois de um album mais conceptual dedicado às alterações climáticas, One Day Son This Will All Be Yours, os britânicos Fightstar estão de volta com Be Human.
Tal como o nome sugere as temáticas do álbum rodam todas sobre a psicologia humana e um colorido emocional, que vai desde um sentimento britânico em The English Way, ao pacifismo em e uma letra tipicamente emo em War MachineMercury Summer.
A sonoridade é menos orquestrada mas continua na senda da mistura entre vários estilos de Rock, Emocore e um trago de Indie, especialmente em algumas misturas de sintetizador.
Continuam os instrumentais impecáveis e as grandes vocalizações do Charlie Simpson (apesar de o rapaz ainda não ter recuperado totalmente do visual pop-punk da era Busted é um grande vocalista) e não faltam os toques no "cowbell" e semi-apoteóticos coros femininos.
MySpace da banda:
http://www.myspace.com/fightstarmusic
Tara Perdida - Nada a Esconder
Depois de muita reflexão sobre o rumo a dar ao blog achei que seria uma mais valia, além de falar de trabalho começar a partilhar cultura que aprove pessoalmente. Criticas albuns de música, a filmes, a livros e a exposições irão começar também a fazer parte do cardápio além do vosso plasma favorito ;)
E para começar este novo rumo não poderia deixar de falar do novo álbum dos Tara Perdida, Nada a Esconder.
Primeiro que tudo vou ser critico suspeito, sou fã de Tara desde que comecei a absorver a música punk nacional, cheguei mesmo a conhecer alguns membros da banda e a ser moderado do canal do IRC português e fiz para eles o meu primeiro site em flash, ou melhor fan-site (neste momento desactivado)....
Mas o facto de o álbum ter sido editado pela Universal e ter entrado directamente para o 6º lugar da tabela de música em Portugal, só mostra que mais que uma banda com seguidores fiéis, é uma banda madura e com qualidade (a oferta de um DVD ao vivo também ajudou claro). O cabecilha dispensa apresentações, punk que é punk tem de conhecer o Ribas se não for do tempo dos Censurados, será concerteza das noites do Bairro. Os Tara existem desde 95 mas da formação original só estão hoje o Ribas e o Ruka na guitarra. Já no segundo álbum, É Assim, entra para a banda para ficar o Ganso e é nesta altura que os descubro também. Já em 2005 para a gravação de Lambe Botas, junta-se à banda aquele que considero o elemento que faltava, o Iogurte (Rodrigo) na bateria. Não é sem exageros que digo que é dos melhores bateristas portugueses, já o conhecia dos Starvan e dos Summer of Damien mas é mesmo nos Tara que ele mostra o que é pedalar.
Mas estávamos a falar de Nada a Esconder, o segundo com gravação e produção da mão (se calhar antes do pé) do Cajó (Xutos), tem muita pedalada também e tem já os anos de prática do Ruka e Ganso nas guitarras mas é algo que poderíamos chamar um som mais emocional (sem pejorações) e no bom sentido, porque se já anteriormente tínhamos letras de um Ribas a olhar para trás, aqui temos um verdadeiro manual de vida para um punk inveterado. Sentimento Ingénuo de nunca mais saber melhor, as Memórias, de quem não tem vergonha de ser pelo socialmente aceite "um caso banal" e Olá Sou Eu, são músicas intimistas, que qualquer um que já tenha sido "o centro das atenções pelas piores razões" vai conseguir traduzir na experiência pessoal. Mas para quem pense que a Universal amansou a fera e os Tara se "axutaram" basta lembrar que a MTV classificou o primeiro videoclip como impróprio para menores, o que o chutou para depois das 9 da noite. Ah, como o puritanismo hipócrita americano cai tão bem com a memória do nosso Salazar!
Para os "menores" todos vejam o clip agora:
Peço desculpa se me entusiasmei e acabei por não ser descritivo do álbum mas acho que mais do que ouvir falar de Nada a Esconder, é melhor mesmo ouvir as músicas e de preferência no original! Infelizmente acho que a promoção do DVD ao vivo já terá acabado na FNAC, porque isso era mais um doce para quem já os viu e para abrir o apetite para um belo concerto. Mas cuidado, não é concerto para meninos!
Deixo-vos com uma entrevista sobre o álbum, no programa Cartaz da SIC Noticias:
http://www.myspace.com/taraperdida
E para começar este novo rumo não poderia deixar de falar do novo álbum dos Tara Perdida, Nada a Esconder.
Primeiro que tudo vou ser critico suspeito, sou fã de Tara desde que comecei a absorver a música punk nacional, cheguei mesmo a conhecer alguns membros da banda e a ser moderado do canal do IRC português e fiz para eles o meu primeiro site em flash, ou melhor fan-site (neste momento desactivado)....Mas o facto de o álbum ter sido editado pela Universal e ter entrado directamente para o 6º lugar da tabela de música em Portugal, só mostra que mais que uma banda com seguidores fiéis, é uma banda madura e com qualidade (a oferta de um DVD ao vivo também ajudou claro). O cabecilha dispensa apresentações, punk que é punk tem de conhecer o Ribas se não for do tempo dos Censurados, será concerteza das noites do Bairro. Os Tara existem desde 95 mas da formação original só estão hoje o Ribas e o Ruka na guitarra. Já no segundo álbum, É Assim, entra para a banda para ficar o Ganso e é nesta altura que os descubro também. Já em 2005 para a gravação de Lambe Botas, junta-se à banda aquele que considero o elemento que faltava, o Iogurte (Rodrigo) na bateria. Não é sem exageros que digo que é dos melhores bateristas portugueses, já o conhecia dos Starvan e dos Summer of Damien mas é mesmo nos Tara que ele mostra o que é pedalar.
Mas estávamos a falar de Nada a Esconder, o segundo com gravação e produção da mão (se calhar antes do pé) do Cajó (Xutos), tem muita pedalada também e tem já os anos de prática do Ruka e Ganso nas guitarras mas é algo que poderíamos chamar um som mais emocional (sem pejorações) e no bom sentido, porque se já anteriormente tínhamos letras de um Ribas a olhar para trás, aqui temos um verdadeiro manual de vida para um punk inveterado. Sentimento Ingénuo de nunca mais saber melhor, as Memórias, de quem não tem vergonha de ser pelo socialmente aceite "um caso banal" e Olá Sou Eu, são músicas intimistas, que qualquer um que já tenha sido "o centro das atenções pelas piores razões" vai conseguir traduzir na experiência pessoal. Mas para quem pense que a Universal amansou a fera e os Tara se "axutaram" basta lembrar que a MTV classificou o primeiro videoclip como impróprio para menores, o que o chutou para depois das 9 da noite. Ah, como o puritanismo hipócrita americano cai tão bem com a memória do nosso Salazar!
Para os "menores" todos vejam o clip agora:
Peço desculpa se me entusiasmei e acabei por não ser descritivo do álbum mas acho que mais do que ouvir falar de Nada a Esconder, é melhor mesmo ouvir as músicas e de preferência no original! Infelizmente acho que a promoção do DVD ao vivo já terá acabado na FNAC, porque isso era mais um doce para quem já os viu e para abrir o apetite para um belo concerto. Mas cuidado, não é concerto para meninos!
Deixo-vos com uma entrevista sobre o álbum, no programa Cartaz da SIC Noticias:
http://www.myspace.com/taraperdida
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