1 ano de Manga Curta

Pois é, é hoje que o Manga Curta completa o seu primeiro ano de existência, foram 12 meses de concurso e para mim já são 10 meses de aprendizagem, discussões constructivas e lutas pela liberdade de expressão 33 anos depois da revolução dos cravos.

Tem sido muito positivo e quem acha que não vale a pena participar talvez venha a ter surpresas a curto médio prazo que irão fazer pensar que já deviam ter apanhado o comboio há mais tempo.

Apareçam, "criem t-shirts e despertem emoções" :D

http://www.mangacurta.com/

mulheres na arte

booooo 'pra gente!



Ah, e nós vamos ter o Cartão de Cidadão! Ok, não é nada assim tão especial :( LOL

50 anos de Helvetica

Desenho Mangacurta.com - Helvetica

A fonte Helvetica de Max Miedinger comemora este ano as suas bodas de Ouro. Provavelmente o tipo de letra mais conhecido e utilizado nas mais diversas aplicações desde sinais de trânsito a trabalhos de design de ponta. Amada por muitos muitos, odiada por outros tantos mas por ninguém ignorada.

Por isso mesmo fiz uma pequena brincadeira gráfica que tratei de distribuir por diferentes media como forma de assinalar a data.

Download do meu Wallpaper Comemorativo!
noticia no site Dexigner
Exposição dedicada aos 50 anos de Helvetica no MoMA

mais trabalhos no Manga Curta

talvez seja hora de retomar este blog de vez...

Desenho Mangacurta.com - Cunha

Desenho Mangacurta.com - 25 de Abril...

Tributo

Aqui vai mais uma participação no Manga Curta

Desenho Mangacurta.com - Tributo

Se puderem votar lembrem-se que não ganho só por me darem a pontuação máxima, por isso sejam moderados e justos comigo e com os outros concorrentes. Votem como se não me conhcessem :D

Obrigadão a todos :D

Comunismo escondido de rabo de fora...

Há já alguns anos que nutria um desejo de estar numa festa do Avante, talvez por tudo o que ouvia da parte de amigos, talvez porque esperava encontrar um espaço onde os ideais do comunismo vivessem fortes num ambiente de alegria e camaradagem, ainda mais com uma companhia que torna qualquer viagem algo inesquecivel. É com uma certa desilusão que acabemos por assistir a mais um festival de verão dos muitos que se realizam todos os anos...

No caminho tudo bem, camionetas de graça até perto do recinto, um afabilidade dos membros da comissão de festas que não encontro a não ser em concertos de "amigos", à chegada defrontamo-nos com uma verdadeira invasão em massa, com pessoas e tendas espalhadas por tudo quanto é relvado, descampado e passeio, o que puderia ser uma demostração da vitalidade actual do PC. O primeiro problema foi chegar junto do acampamento e munidos dos nossos ep's (entradas permanentes, compradas num núcleo do partido) somos informados que o acampamento se encontra cheio. Algo incompreensivel visto que por comprarmos as entradas com antecedencia seria de esperar que tivessemos um lugar garantido nas contas da organização (ao menos deveriamos ter prioridade em relação aos que se apresentaram à última da hora sem EP). Fomos direcionados ao "acampamento alternativo", alternativo na medida em que nem era organizado, nem vigiado, nem ficava perto de nenhuma das entradas das festa, nem tão pouco era um acampamento mas sim um pequeno número de tendas num pequeno pinheiral na margem da baia do seixal.

Com alguma hesitação acabámos por montar tenda por nossa conta e risco, arriscando-nos a voltar nessa noite para descobrir que haviamos tido visitas menos agradáveis aos aposentos momentâneos. Todo o atraso provocado pela situação levou a que perdessemos dois dos concertos que tinhamos planeado ver (Luso Tango e Primitive Reason), mas ainda assim lá acabamos por marchar até à entrada mais próxima para aproveitar o que ainda restava para ver.

A primeira impressão logo que entramos no recinto é de uma desilusão imediata! Stand da cabovisão?! Barracas de quinquilharia, berbicacharia e memorabilia tipo feira da ladra condensada em 100 metros! Saias, fios, aneis, xailes, chapeus mexicanos, t-shirts da "erva", com slogans pseudo-comunistas, com o Che (ok, estas até se admitiam), djambés, "artesanato" africano, inclusive até conhecidos nossos da feira da ladra genuina (pronto eles até moram ali perto, por isso não foi grande admiração). Mas o que é isto?! Comunismo consumista? Mas não era um ponto isolado, as tão famosas barracas de comida regional era também uma exploração ao mais alto nivel! 3 euros um caldo verde? 10 euros uma dose microscopica de choco frito com batatas?! 23 euros um kg de leitão?! Mas isto é que é um festival popular? Com preços a rivalizar um festival capitalista? Tudo bem que o dinheiro é para finaciamento do partido mas não é preciso sugar até ao tutano, como acusam os senhores da direita de fazer...

Os festivaleiros, gente do povo em excursões familiares como esperado, punks, rastas, hippies, skins, betos, pseudos de todos os estilos e vitimas de uma ou mais modas em conjunto. Mas isto não era uma festa comunista? Pessoal com ténis da nike e t-shirts a dizer communist inside? Bebados e ganzados é o normal, mas bebermos ou fumarmos uma não nos torna comunistas instantâneos! Tudo a cantar o avante camaradas quando nem sabem a que propósito foi a música criada, a dançarem ao som do grandola vila morena que "é um som dakele gajo muita fixe que agora não me lembro que era da altura do Salazar que axu k era um ditador muita bera". Onde ficaram os ideais?! Custa-me a acredita que é isto o avante...

É claro que nem tudo era mau, o espaço internacional era mais uma zona comercial, mas sempre havia a festa do livro (não muito diferente da feira de Lisboa no entanto), a bienal de arte com artistas bastante interessantes e algumas obras bastante surpreendentes (não era o caso do quadro maravilha do Álvaro Cunhal, que não mostrava nada de novo, apenas a mudança de técnica não justifica o alarido todo). E o ponto mais alto foi o palco dos novos valores com excelentes actuações dos Skareta e da banda Hc de Beja, Undercut (uma surpresa agradável), pena terem sido remetidos a actuar ao lado e em simultâneo com uns xutos gastos no palco 25 de Abril cheio de gente. Diminuindo assim as chances de se mostrar o que realmente é musica nova e com qualidade a muitas almas por cativar.

No dia seguinte esperávamos que a coisa melhorasse, mas tornou-se quase impossivel tentar almoçar com as filas e os preços exagerados. Tentar ver os Terrakota com akele sol de 3 da tarde num palco ao ar livre e com tanta gente também se provou bastante desagradável, por isso fomos logo para o pavilhão primeiro de Maio, onde encontarmos um ambiente descontraido, onde podiamos estar sentados no chão a ouvir canções do algarve enquanto esperávamos os Dazkarieh. Não queriamos mais nada, assim que os Terrakota pararam e apesar do já cheio pavilhão (com gente sentada) pequenos grupos de verdadeiros "camaradas do egoismo", que empurrando, furando e não respeitando quem estava sossegado da vida se colocam de pé, e começam a dançar e a levantar pó nas caras dakeles que estavam até ali descontraidos a apreciar o espétaculo, obrigados então a levantarem-se e num ambiente já de estufa, ainda temos mais gente a entrar, meninos a fumar para aqueles que não fumam terem uma experiência de concerto ainda mais agradável...

Obrigados a não assistir ao concerto porque nada vale estar num mau ambiente, sem ver nada e perspectivando que a noite com Blasted provasse ser ainda mais desagradável, acabámos por decidir evacuar o local enquanto a paciência não se esgotasse. Nunca na minha história de concertos fanhosos em casas a cair, com punk bebados e a dar no cavalo (exageeeeerooo), com moshes fenomenais e faltas de ar condicionado encontrei um ambiente tão podre e decadente...

De volta a Lisboa, desiludidos e tristes pela morte de um "sonho" que pensavamos estar próximo dos poderes de um partido comunista portugês tão grande 30 anos atrás e tão prostituido pelos membros que desonram a memória daqueles que lutaram anos contra a ditadura e a favor do socialismo. "Recuem camaradas, recuem..."

PS: O obrigado aos verdadeiros camaradas que nos deram a mão nos dois dias, são vocês o verdadeiro partido.

PS2: Vá lá sempre comprei o Até Amanhã Camaradas, que é um grande livro que realmente mostra o que era ser comunista!

Rufio - The Comfort of Home


"It's a punk rock cliché: suburban youth pick up instruments and play music together out of frustration, boredom or anger."

Esta frase presente na autobiografia na banda explica já muito acerca da filosofia e música dos Rufio. Não são, nunca foram, nem querem ser uma banda de punk da velha escola, carregado de mensagens politicas e sobre a sociedade. Não, esta banda de Los Angeles é outra coisa, mais uma de outras bandas punk pop da nova escola dirá o ouvido mais distraido. Muitos riffs concisos e rápidos, muito pedal de efeitos, letras e refrôes "orelhudos" (como é normal a critica escrever sobre este tipo de música) e um ritmo alegre. Mais uma banda do emo...

Na realidade quem já os seguia desde o Perhaps, I suppose e 1985 poderá até sentir uma certa desilusão com este conforto sonoro. Os Rufio devem a sua fama a uma música que fazia lembrar uns blink de qualidade superior, um ritmo muito forte e acelerado, riffs supersónicos, a bateria sempre a partir, voz sempre presente com muita jovialidade. Eles continuam lá sim senhor, mas os jovens tentaram tornar-se crescidos, baixaram as batidas por minuto e tentaram uma maior musicalidade a nível musical e vocal, os efeitos de pedal estão mais presentes para acrescentarem alguma novidade, as letras são emo como sempre mas mais profundas, com uma escrita muito mais cuidada, as guitarras fazem mais solos, e riffs mais impressionantes, o baixo continua impecável sempre no sitio.

Mas apesar de todo o esforço, infelizmente a coisa não resultou muito bem, para mim perdeu-se aquilo que os tornava bons (a velocidade), não chegaram ao core e tornaram-se talvez demasiado pop para a maior parte dos velhos fans. Não que não se curtam boas malhas como Out of Control, Never Learn, Drowning e um segundo interlúdio que pessoalmente justificava o album existir mesmo que não tivesse mais interesses. Não percebam mal, é um bom cd, com músicas bonitas e boas guitarradas, mas fica muito atrás das expectativas, daquilo que os Rufio já faziam e não é concerteza um dos melhores do ano. É pena...



Alinhamento
1. Out of Control
2. Let Fate Decide
3. Simple Line
4. Never Learn
5. Bitter Season
6. Mental Games
7. Drowning
8. Questions and Answers
9. Life Songs
10. Walk Don't Run
11. View to Save
12. On Our Own
13. My Escape


Rufio.com
Pure Volume
MySpace
Ainda hoje pensei naquilo que foi ontem,
Ainda hoje soube o que significou,
Aqueles antes,
Soube hoje o que foi,
E depois?

Que interessa saber depois?
O que foi já passou...
E eu não sabia.

Não sabia e também não sei,
Se já sei o que era para saber,
Não sei se agora, já me esqueci,
Do que havia para não esquecer...

Confuso...
Confuso...
Já não me lembro...

Do nada

Poesia, não há mais nada para ler, amo-te
Para quê, agora as palavras?
Para quê agora as palavras?!
Que se fodam as palavras!
Se outras bocas as usam,
São como putas!

Se fodem qualquer sentido,
Ao primeiro que se insinua,
Alheias a dono e moral,
Que mais lhes podemos chamar?
Vendam-se por pouco,
Ocas de significado,
Ou façam-se finas,
Como um retábulo trabalhado,
Que nome lhes podemos dar?

Por isso,
Para quê agora as palavras?

Não tinha nada para fazer assim começo a postar poesia...