supernatural the animation
Estreou no início do ano nos EUA, a versão anime da série Supernatural, produzida pelo estúdio Madhouse.
Basicamente trata-se de (para já) de um re-make das primeiras duas temporadas (neste momento vamos na 6ª), reescrevendo a história da série original mas também mostrando novos pormenores e novas histórias focadas em eventos ou personagens secundários.
Na versão americana as vozes de Sam e Dean são exactamente as dos seus respectivos actores na série, sendo que prefiro versões com voz japonesa, neste caso a coincidência de vozes entre série e animação acaba por se tornar interessante, dissipando a barreira animação/série. Mesmo em episódios com historia já conhecida a abordagem plástica das cenas, bafeja-nos de frescura e a animação permite acções que seriam muito caras ou difíceis de concretizar com actores reais e meios físicos. É de destacar o sangue, não fosse o espectro do anime repleto de abordagens muito gráficas aos efeitos de splatter e outras preciosidades como reflexos de acções nos olhos dos personagens...
Provavelmente o ponto mais fraco é o ending com uma cover japonesa da música Carry On Wayward Son dos Kansas, que apesar do sotaque bem melhor que o costume sofre do fenómeno "bad english" nipónico! LOL
blogger views
Finalmente o Blogger é alvo de um overhaul, a Google introduziu hoje novas maneiras de ler blogs suportados por este serviço.
Para verem basta adicionarem "/view" ao url do vosso blog favorito.
Querem um exemplo?
http://www.emoglobina.blogspot.com/view
finalmente a agenda
O Conselho Nacional do PSD aprovou ontem as "linhas gerais" do que vai ser o seu programa eleitoral para governar caso o povo português lhe dê a vitória.
Já vejo uma coisa positiva neste programa, ao contrário das eleições anteriores a direita apresenta claramente a sua agenda liberal, apontando para o "estado mínimo" assente numa intenção de privatizar a torto e a direito, mas mantendo a ideia do estado de caridadezinha cristã que irá dar sempre umas migalhitas aos que ficaram sem queijo.
É importante reter desde já estas frases ditas ontem por Pedro Passos Coelho:
«Neste documento, a direção social-democrata afirma-se a favor de uma "focalização tendencial do Estado nas suas funções nucleares e de garante da coesão social" e promete uma "racionalização e adequação" dos serviços públicos "às disponibilidades inerentes à situação económica e financeira de Portugal".»Ai está o estado magrinho que os liberais tanto gostam, além do mais os serviços públicos se o país estiver em crise suspendem-se e atiram-se aos privados (sem cá golden shares ou mão do estado), queres água, electricidade, gás então é bom que tenhas dinheiro para a pagar ao preço que o mercado quiser definir (visto que estamos a falar de monopólios).
«Quanto à educação, ciência, formação profissional, cultura, desporto e saúde, o PSD compromete-se com "princípios de progressividade da liberdade de escolha dos cidadãos, da responsabilização e autonomia dos respetivos agentes e na existência de processos de regulação, fiscalização e de avaliação externa".»Também vem ai a famosa "liberdade de escolha", sendo que quem tiver dinheiro tem mais liberdade para escolher que quem não o tenha, vamos ter a saúde e a educação para quem pode pagar e depois temos a saúde e educação para os pés descalços, afinal os pobres não estão habituados a qualidade (claro que se estiverem às portas da morte os privados mandam-nos logo para o público como já fazem hoje).
Claro que numa altura de dificuldades o PSD não conseguiu não ceder ao populismo barato, prometendo usar o QREN para financiar aquilo que devem ser as contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores e das empresas a sustentar... isto fazendo os portugueses de estúpidos pois existem quotas de finalidades para os fundos de apoio da UE.
E isto são só as linhas guias, podemos esperar ainda mais ideias felizes da parte destes senhores, principalmente para o emprego (não nos podemos esquecer da proposta de contratos temporários verbais para antecipar semelhantes presentes envenenados).
Fonte
http://clix.visao.pt/psd-aprova-linhas-gerais-do-programa-eleitoral=f596604
12 de março
© Nataniel Rosa
No passado dia 12 de Março não pude deixar de estar na manifestação da "Geração à Rasca", foi a primeira vez que me manifestei, exatamente porque foi a primeira manifestação apartidária (?) que se realizou desde que sou gente, sem instrumentalizações e agendas de terceiros que acabam por abafar a mensagem da precariedade e da exploração laboral em Portugal.
Dizem os media e quem já esteve noutras manifestações, que foi uma das maiores manifestações que o nosso país já viu e que apesar da ausência de organização, foi um exemplo de civismo. Sobre a primeira observação por ser virgem nas mesmas não tinha na altura essa noção apesar de a dimensão ter em muito ultrapassado as minhas expectativas (esperava quando muito 5 mil ou 10 mil pessoas).
Já quanto ao civismo sou testemunha de que tudo correu sem incidentes e que mesmo tendo havido tentativas no sentido de pôr a multidão a gritar contra Sócrates ou o governo, a maioria esmagadora teve o bom senso de saber que não era parra isso que ali estávamos, aliás a passar-se o contrário teria abandonado imediatamente a manifestação, até porque não é novidade para ninguém (de quem vai seguindo o que escrevo online e o que digo no mundo real) que desde as últimas eleições apoio o actual Primeiro Ministro, sem medo das boquinhas mais ou menos foleiras ou de outras consequências que levam os milhões que votaram PS a manterem-se incógnitos nas suas vidas quotidianas. O que se calhar nunca referi (pois ainda não escrevia regularmente online) é que não votei Sócrates na primeira legislatura, aliás até 2009 era votante do Bloco de Esquerda... e as razões para mudar foram tanto o aumento dos meus conhecimentos políticos, como o afastamento da incoerência e irresponsabilidade de um partido que diz que não que ser governo, só oposição.
Mas voltando ao importante, repetiram-se nos media e blogues tentativas de descredibilizar a manifestação quer em número, quer insinuando que a mesma partiu dos partidos da esquerda mais rígida. Os números são discutíveis, basta sabermos que foi muito maior que se esperava e maior que as manifestações sindicais, mas tentar colar a mesma ao BE e ao PCP não é mais que distorcer a realidade e perder objetividade... até porque a única força que aproveitou politicamente a manifestação foi o PSD, quer através do discurso de tomada de posse de Cavaco Silva, quer durante a mesma, pela mão da JSD (sem qualquer identificação) que distribuiu uma mensagem política camuflada numa nota falsa de 500€ com a cara de Sócrates.
Outro dos comentários mais ouvidos foi direcionado à ausência de resultados práticos desta manifestação... a isto só posso responder que o resultado mínimo expectável foi conseguido antes da mesma, a situação da precariedade dos jovens e menos jovens nunca foi tão falada nos media e na praça pública. Até há muito pouco tempo quase nunca se via uma reportagem ou um comentário sobre falsos recibos verdes e estágios não-remunerados, alias se calhar muitos portugueses nem sabiam o que estes termos significavam. Nas últimas semanas não se fala de outra coisa em Portugal, finalmente o problema saiu debaixo da peneira e isso foi já uma grande vitória só por si.
Mais, temos e vamos assistir mais a várias iniciativas que apesar de tímidas e de efeitos pouco certos, são positivas, como a proibição dos estágios não-remunerados (que já eram ilegais por omissão legislativa) ou o aumento de casos detectados por parte da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), com a mudança do presidente desta instituição. Não nos enganemos, isto não chega e mais há para fazer, na minha óptica apostando mais na fiscalização e na melhoria radical do funcionamento dos Tribunais do Trabalho. E vamos descobrindo a agenda do PSD, demonstrada nas medidas que sugeriram ultimamente para "resolver" a precariedade, desde o contrato de trabalho temporário verbal (se isto não significa trabalho a soldo não sei o que é), até ao fim da renovação automática dos mesmos contratos, só para citar duas pérolas.
Mas talvez o mais importante de tudo tenha sido o despertar dos políticos para o afastamento cada vez maior entre a sociedade civil cada vez mais individualista e aberta e os partidos que continuam a ser estruturas relativamente fechadas e extremamente dependentes de uma hierarquização. É extremamente positivo ver Francisco Assis e Morais Sarmento (no programa Contrastes desta semana na SIC Notícias) com a perfeita noção do verdadeiro significado e importância da manifestação de 12 de Março... o primeiro passo para a mudança é sabermos o que está errado.
almanaque silva

© Alberto Souza
Graças aos meus ídolos do Planeta Tangerina descobri mais uma pequena gota no deserto que é a história das artes gráficas, ilustração e design em Portugal (quase nenhuns livro, blogs que se contam por uma mão), que se preserva praticamente apenas em círculos académicos muito restritos, graças a colecções privadas de professores e ex-professores universitários.
O Almanaque Silva do conhecido Jorge Silva, que entre um trajecto de invejar é fundador e principal responsável pelo atelier Silva!designers, um dos mais conhecidos e premiados da actualidade e sem dúvida aquele que mais atenção dá à ilustração, vem partilhar a sua colecção e know-how com os criativos ávidos por conhecer mais do passado da ilustração em terras lusas.
De mim um obrigado ;)
Visitem em
http://almanaquesilva.wordpress.com
os animais têm direitos?

Foi editado pela Dinalivro, há cerca de 2 meses o livro Os Animais têm Direitos?, uma reunião de textos filosóficos, que junta perspectivas diametrais sobre a questão animal. O livro acaba por resultar numa esgrima de argumentos pois irá sempre desafiar a perspectiva pessoal que temos sobre a questão, permitindo que entendamos algumas atitudes e comportamentos de largas ou menos extensas faixas da sociedade.
Desde a perspectiva cartesiana na qual Descartes coloca os animais na categoria de máquinas desprovidas de consciência e sensibilidade, o que obviamente dá justificação a todo e qualquer uso dos mesmos como simples ferramentas ou produtos, sem olhar à crueldade ou à matança indiscriminada, passando pela perspectiva humanista de Kant, que reconhece deveres dos seres humanos para com os animais e não direitos dos mesmos, da perspectiva utilitarista de Singer, que coloca a questão nos mesmos moldes das lutas pelos direitos civis, juntando ao racismo e sexismo, o especismo (discriminação com base na espécie) e afirmando que todos os animais, humanos e não-humanos têm os mesmos direitos, até à "ética da terra" (resultante do nascimento da consciência ecológica) que coloca o equilibrio dos ecossistemas, como barómetro ético à acção humana.
Esta dialética muda entre o leitor e as perspectivas filosóficas presentes nos excertos, seleccionados e traduzidos por Pedro Galvão, acaba por funcionar como um exercício de racionalização de convicções, permitindo aos defensores dos direitos dos animais uma melhor fundamentação e capacidade de argumentação dos seus ideais.
Podem encontrá-lo aqui
http://www.bookhouse.pt/catalogo/filosofia_0101/animais-tem-direitos-os--perspectivas-e-argumentos_01010452.aspx
drag me to hell
Depois de vários anos sem pegar no terror Sam Raimi está de volta com Drag Me to Hell, um filme sobre maldições demoníacas, que apesar de aparentar ser um filme sério acaba por nos brindar com o mesmo humor gore/série B que os memoráveis Evil Dead.
Para quem gosta de horror/comédia é uma lufada de ar embalado há uns anos mas ainda pleno de frescura.
What's wrong with Portugal
Apesar de discordar nalguns pontos esta é uma análise acutilante, de um português emigrado, do nosso país...
http://www.mutualinformation.org/2011/02/whats-wrong-with-portugal
http://www.mutualinformation.org/2011/02/whats-wrong-with-portugal
darth's wagen
De vez em quando aperecem aqueles anúncios que nos lembrar que a publicidade pode e deve entreter, a partir dai a venda depende apenas de o consumidor querer ou não o produto...
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