Philoshopy of Misery


"(...) a Sociedade procura sempre o maior Produto Bruto e consequentemente o maior número de população possível, porque para esta Produto Bruto e Produto Líquido são idênticos. O Monopólio, pelo contrário, tem sempre como meta o maior Produto Líquido possível, mesmo que esse só seja possível de obter a custo do extermínio da raça humana."

Traduzido de The Philosophy of Misery de Pierre-Joseph Proudon (link)


Apeteceu-me partilhar esta frase, não é a pior mas é talvez das mais contundentes e comprováveis do livro. Convém lembrar que o resultado final do neo-liberalismo (ou capitalismo selvagem como é amavelmente conhecido) é inevitavelmente o Monopólio do capital sobre a Sociedade, que resulta invariavelmente em prejuízo do interesse geral em prol do egoísmo cego e faminto.

Precisam de provas? Vejam a taxa de desemprego mundial resultado da gula bancária (vulgo crise) e a taxa de pobreza em Portugal, onde temos demasiados monopólios para um país tão pequeno...

Ah, lembrar também que Proudhon que viveu na primeira metade do século XIX, já previa as crises do século XX e inicio deste, o desemprego dos licenciados e outras maleitas "modernas".

O mundo melhorou desde então? Sim, enquanto o capitalismo foi mantido de rédea curta, no medo das revoluções sociais e dos inimigos de ideológicos. Desde que o comunismo definhou tem mostrado progressivamente a sua verdadeira cara e não é nada bonito de se ver.

Talvez 2 séculos depois seja altura de começarmos a pensar seriamente na versão mutualista do capitalismo que Proudhon esboçou e que tem sido mais ou menos expressivamente desenvolvida por outros como o Kevin Carson.

Exemplos da filosofia mutualista? A maioria dos projectos de software Open-Source como o Linux são perfeitos exemplos da livre associação e do espírito de ajuda mútua, assim como da partilha de dividendos.

A base é simples, abolir o conceito de propriedade e substitui-lo pelo conceito de posse (só se pode ter algo para o qual se tenha trabalhado e que se use e preserve em boas condições) e de uma vez por todas exterminar a falácia do capital que produz valor. A única coisa que produz valor é o trabalho associado ao engenho e deve ser apenas através destes que o ser humano acumula mais ou menos riqueza.

Nunca existirá igualdade de oportunidades numa sociedade regida pelo capital em que uns nascem com acesso a este e outros sem...

Mais sobre mutualismo
http://en.wikipedia.org/wiki/Mutualism_%28economic_theory%29

Caprica



Estreou ontem nos EUA o 2º episódio, ou melhor o primeiro depois do piloto, de Caprica, um spin-off da série Battlestar Galactica (a nova) passado 52 anos antes do início da anterior história.

Em vez de batalhas no espaço temos antes um imersivo mundo futurista onde acompanhamos a criação dos Cylons e desvendam-se mais pormenores sobre os eventos que levaram à série principal.

Normalmente os spin-offs costumam ser versões rascas da série mãe, mas neste caso tal como parecia estar prometido nos trailers e por aquilo que vi no episódio piloto promete várias horas de bom entretenimento.

Mais em
http://www.syfy.com/caprica

a maior equipa criativa





Amanhã a Ray Gun festeja 4 anos e vamos durante todo o dia oferecer ideias no Facebook e Twitter, 4 por hora entre as 10h e as 20h.

Mas queremos mais, mais problemas, dilemas e complicações (mas nada de problemas com sogras!) para resolver e mais criativos para nos ajudarem a termos as melhores ideias possíveis!

Convidem todos os amigos e comemorem connosco em http://www.facebook.com/raygun.lx

Fica também o meu primeiro trabalho de motion design, o showreel com alguns dos melhores trabalhos da agência. Espero que gostem e apareçam amanhã para festejar!

Coração de Maria



Uma primeira experiência com a mesa gráfica Bamboo Fun da Wacom que comprei há uns dias.

Ao contrário da experiência que tive com uma arcaica Graphire 2 há uns anos, que passou longos meses a apanhar pó, desta vez e como tinha esperanças que acontecesse, gostei da resposta da caneta e das funcionalidades de toque, entre um touchpad de um notebook e um interface de smart phone. O único senão é que por a resolução ser limitada (pelo preço só podia) não tem uma precisão por ai além no que diz respeito à curvatura e posição das linhas que desenhamos, mas para isso tem mesmo que ser uma gama mais alta...

Mas acendeu de novo umas ideias antigas que assim se tornam mais fáceis de materializar :D

EVIL


Há alguns anos que tenho em mente comprar uma boa reflex digital, visto que ando a desperdiçar 2 anos de cadeira de fotografia da faculdade e tudo o que aprendi na Canon T70 a rolo, da minha mãe.

Tinha na minha cabeça comprar uma das série D da Nikon mais baratas nos próximos meses e começar na desforra dos últimos 3 anos que só tive a minha Coolpix 7600 já avariada, até que li um artigo interessante na WIRED...

Supostamente, as novas máquinas EVIL (Electronic Viewfinder Interchangeable Lens) são tão boas ou melhores que as DSRL de gama baixa/média, com uma vantagem que deita por terra as segundas, são bem mais pequenas e bem mais leves, até ao ponto de caberem num bolso sem fazer enchumaço de maior.

Trocando a sigla por miúdos, a ideia é simples, bastou deitar fora o sistema de espelhos que vigora desde as antigas SLR (dai o nome reflex) e perder o visor em favor do LCD generoso e implementar objectivas de 3/4 para ajudar à miniaturização. De notar que existem adaptadores para usar objectivas normais!

Existem poucos modelos para já e que saiba, por cá só temos as Panasonic PIXMA e as Olympus Pen. Pessoalmente apaixonei-me pela Olympus da imagem, inspirada nas antigas Pen e dai o ar retro. Já a encontrei por cá a cerca de 650€, embora esteja esgotada em algumas lojas.

Tendo em conta a opinião da WIRED (e de outras fontes que pesquisei) e pesando o facto de ser difícil andar com um mono como uma D, acho que estou convencido da minha primeira máquina digital decente e com o tamanho da mesma não duvido que ande muitas vezes com ela na mala!

Artigo sobre EVIL VS DSLR:
http://www.wired.com

Site Oficial da PEN:
http://www.olympus.pt/consumer/pen_start.htm

molespobre



"Aqui no Brasil designers não tem condições de bancar moleskines. Sempre temos que improvisar com blocos de rascunhos com espiral, ou usar páginas versas de documentos. Até um guardanapo nos é útil (Hans Donner que o diga). Pensando nestas pobres criaturas que ofereço um tutorial de um caderno aos padrões de moleskine utilizando materiais ridiculamente baratos. Eis o Molespobre."

É impossível não rir, ainda que neste momento mesmo em Portugal a questão possa não ter muita piada. Simples e inteligente, bom design Pedro!

Pessoalmente, para caderno de desenho prefiro os Windsor & Newton LOL

Vejam o tutorial em:
http://www.pedrobiz.com/index.php?/diversos/molespobre/

tendências para 2010



É sempre interessante sabermos quais sãos as "tendências" que se vão impingindo aos consumidores, nem que seja para sabermos o que não devemos seguir, pelo menos só por ser colocado como moda.

fonte > brief do lombo

design for life













Há uns dias apanhei o post de um amigo do Facebook, sobre um reality show chamado Design for Life com o Starck. Já tinha há uns meses lido numa revista qualquer que a BBC o estava a fazer mas como não sou fã deste tipo de TV baseada em concursos voyeuristicos (sou fã de muito pouca TV na realidade), não dei muita importância na altura.

Mas depois de ver os 6 episódios, concisos e objectivos fiquei com uma boa impressão da coisa enquanto peça de entretenimento com algum teor pedagógico. Esperava mais, principalmente com todo o hype à volta da personagem, da qualidade dos designers concorrentes mas compreendo que bons designers não queiram fazer parte de um reality show e que um estágio (pago? com ajudas de custo?) mesmo com o beneficio da fama e da experiência do atelier em questão, seja alvo de enorme cobiça.

Será que eu participaria nisto caso tivesse sido aberto a pessoas fora do Reino Unido? Provavelmente não por vários motivos e não só pelo formato "big brother", mas também porque não ambiciono ser estrela de design e não é por acaso que me aguentei em Portugal mesmo depois do horrível ano que se passou a nível profissional. O design não é a minha vida e embora seja uma paixão, é o meu oficio e não o resumo do meu dia-a-dia e das minhas relações.

Bem, vamos ser frontais e dizer que seria incapaz de passar mais que uma semana longe da minha Silvana LOL

Mas eventualmente se tivesse estado neste grupo, ponho as mãos no fogo como teria o mesmo destino do Nebil Avas, que foi expulso por ser demasiado inteligente... não que eu fosse tão imodesto e até petulante com os colegas como ele foi (e a parte de eu ser inteligente também pode suscitar dúvidas), mas porque tal como o dele, o meu ego entraria em confronto com o ego gigante do Starck. Ninguém quer um estagiário com tanto ego como o director criativo!

É engraçado como ao ver o programa, me recordei do meu curso de Design de Equipamento, até tive briefings praticamente iguais e também ouvi a mesma queixa da preguicite, principalmente de parte da prof. Ana Lia a quem dou a mão à palmatória pela paciência que teve de ter, embora com a diferença que estes meninos tinham de manhã à noite para trabalhar e nem tinham distracções de dia-a-dia e que nós enquanto alunos tínhamos mais 7 ou 8 cadeiras para frequentar e trabalhar.

Podia perder aqui uns parágrafos a comentar certas coisas, como designers que não sabem fazer desenhos técnicos, os clichés conceptuais, a falta de originalidade, a forma como teria respondido a alguns dos problemas (sou profissional em ajudar a resolver os dos outros, os meus é que é mais complicado!), a conversa da tanga para justificar além do necessário (ou bullshit como bem se resume no episódio 5), mas seria fazer o mesmo que as pessoas que comentam os Ídolos ou outro reality show, desprovido de interesse e sentido.

Apenas deixo o aviso para os leigos que aquilo que vêm neste programa não é a realidade concreta do designer profissional e competente, que apesar de não ser obrigado a saber fazer tudo, não precisa de um objecto acabado para se "revelar".

E apesar de tudo, a vencedora com base no produto final mereceu bem e já está nos seus 6 meses para aprender o resto. A nível de design havia outras pessoas que gostava de ter visto a fazerem algo concreto mas o concurso era sobre e para o Starck e isso ficou claro.

Era giro vermos o mesmo modelo com outros designers mais, mais... coerentes digamos. Se calhar se fosse o Lovegrove ou o Behar até eu poderia mudar de posição...

A verdade é que fiquei com o bichinho do design industrial a remoer, vou tentar deitar cá para fora algum dos projectos que tenho a germinar porque de facto há mais de um ano que não mostro nada novo nesta área. 2010 vem ai para mudar esta e outras coisas e só espero que seja um bom catalisador para vocês também!

Sites de alguns dos concorrentes:
trevorbrinkman.com
rethinkthings.co.uk
nebilavas.com
jamesmgdesign.com
anamariadesign.co.uk
jessicaviana.co.uk
robertmeredith.wordpress.com
robrichdesign.co.uk

bom natal ;)




Pois é, não podia deixar de vos desejar um bom natal e um 2010 180º ao contrário de 2009 (a não ser que tenha sido bom).

Depois do meu 2009 que os mais atentos ao blog conhecem, finalmente posso remeter-vos o desejo dentro de um grupo de trabalho, pela voz da Ray Gun!

Vejam o postal em:
http://xmas.ray-gun.pt