jesus 2000



Vejam várias vezes, a simbologia é excelente!

lucky sponge



Uma proposta para logo da empresa Lucky Sponge...

Dizem que tem pouca legibilidade e vendo os logos que estão a pontuar mais acho que não vale a pena sequer perder muito mais tempo.

http://www.crowdspring.com/projects/graphic_design/logo_and_stationery/green_cleaning_ecommerce_startup_needs_a_fresh_logo


PS: Já conheço a oponião de alguns designers estabelecidos sobre estes concursos... sinceramente, arranjem-me outra forma de poder fazer algo próximo da minha profissão que eu paro ;)

trabalhar nos media



Só é pena estar em inglês mas é tão real que quase perde a piada!

"Pelo menos vais continuar a ter trabalhos nossos de vez em quando, ainda que a metade dos teus honorários antes de podermos usar a crise, como desculpa para te irmos ao cu!"

via Paulo Querido

o direito à justiça



Ontem recebi pela segunda vez uma cartinha da Segurança Social, a pedir-me uma declaração sob compromisso de honra a explicar os meus rendimentos e como pago as minhas "despesas", isto para me satisfazerem um pedido de Protecção Jurídica.

Como tenho um ex-colega de trabalho que fez o mesmo pedido, aceite sem este documento e tendo a mesma situação económica e social que eu, pensei que da primeira vez mo tinham pedido por ter colocado "designer" em vez de "desempregado" na profissão e não ter entregue o comprovativo do Centro de Emprego. Por isso entreguei um segundo pedido fazendo questão de o preencher a pele químico igual ao do meu colega, incluindo os documentos entregues.

Ora, ontem recebi pela segunda vez o mesmo pedido... como se explica que na mesma situação a Segurança Social trata de forma diferente dois cidadãos com os mesmos direitos?

A minha única explicação é que numa tirada "portiana" dos técnicos da SS consideram que o meu colega por morar na zona do Estoril é honesto e que eu por morar no Monte Abraão, zona rica em preguiçosos que não querem trabalhar (vulgo pobres, dos quais se destacam ciganos e imigrantes africanos) sou considerado à priori um burlão fraudulento.

Como a minha indignação não é devido aquilo que outros considerariam a devassa da vida privada, mas sim o tratamento injusto ao considerarem-me criminoso até prova em contrário (o inverso da justiça), transcrevo aqui para todos a resposta que enviei, para provar que não tenho nada a esconder...

"Exmo(a).

Venho por este meio responder ao pedido de esclarecimento em relação à minha situação actual para o efeito do pedido de Protecção Jurídica (...)

Informo que neste momento estando desempregado (como prova o comprovativo do Centro de Emprego da Amadora), não tendo qualquer bem imobiliário ou de outra ordem, não sendo herdeiro de capitais, acções, nem outros proveitos, não sendo proprietário de qualquer conta poupança, PPR ou fundo de investimento, não tendo direito a qualquer subsídio de desemprego, nem auferindo (nem sequer tendo pedido) qualquer tipo de apoio financeiro da Segurança Social ou de qualquer outra instituição de solidariedade, o meu rendimento mensal é de 0,00€.

Como referido não tenho qualquer crédito, empréstimo ou dívida perante bancos, Segurança Social, Finanças ou outra instituição, tendo até pago em Setembro o valor de cerca de 80€ em IRS relativo aos rendimentos auferidos por conta própria no ano fiscal transacto (como é minha obrigação como bom cidadão).

Como a sabedoria popular afirma, "quem não tem dinheiro não tem vícios" e como tal, vivendo de acordo com as minhas possibilidades em todos os momentos da minha vida e não tendo neste momento rendimentos, também não tenho "despesas diárias" como referido no pedido de esclarecimento. A única despesa fixa e quase obrigatória que faço todos os meses é a compra do passe CP Lisboa no valor de 21,50€, do qual necessito para me deslocar a entrevistas de emprego e para poder arejar de vez em quando para manter a minha sanidade mental.

Essa e outras despesas muito esporádicas são feitas utilizando o dinheiro do meu último honorário poupado a esforço de anorexia financeira, antes de me ver forçado a fechar actividade como designer por ter terminado o meu período de um ano de isenção de contribuição para a Segurança Social. Não tendo nem rendimentos fixos da minha actividade nem volume de negócios que permita colmatar a contribuição compulsória a que estava obrigado não tive outra solução senão o desemprego total.

Mais, informo que desde o final de 2007 não faço parte de qualquer agregado familiar, não estou numa união de facto ou em qualquer situação fiscal que obrigue a terceiros contribuírem para o meu bem estar. Dessa forma tenho a agradecer a familiares e amigos a solidariedade que me permite ter pelo menos um tecto sob o qual dormir e a alimentação que infelizmente todos os organismos vivos precisam para sobreviver. Como tal e sendo até já de uma enorme simpatia os apoios que me prestam mais não posso pedir.

Informo ainda que sou voluntário numa organização sem fins lucrativos portuguesa e sou um dos fundadores de um projecto que visa a construção de uma nova associação sem fins lucrativos para o desenvolvimento da cultura em Portugal. Mais uma vez actividades para as quais não recebo qualquer apoio e no segundo caso tenho mesmo gasto bastante dos poucos rendimentos que tenho conseguido auferir desde que terminei a minha licenciatura numa universidade pública com "distinção" e re-ingressei na vida activa.

Tendo tudo isto em conta, gostaria desta forma pedir encarecidamente que me seja concedido o meu direito à justiça previsto na Constituição da República Portuguesa desde a sua insipiência, de forma a interpor acção judicial no Tribunal do Trabalho, para obrigar o meu último empregador a pagar o mês e meio de remuneração a que se furtou (depois de me obrigar a gastar quase todas as economias em transportes e alimentação para poder trabalhar) e que está previsto como um direito inquestionável no Código do Trabalho em actualmente vigente.

Declaro sob compromisso de honra que todas as informações anteriormente cedidas são a mais pura das verdades."

Espero que quem leia este documento na Segurança Social se envergonhe de perguntar a um dos milhares de jovens portugueses que são explorados e escravizados pela nossa sociedade obcecada com o capital e as aparências, como é que estando desempregado e não sendo filho de pais ricos, nem herdeiro, se sobrevive...

PS: Aos senhores Oliveira que certamente aqui vêm espiolhar de vez em quando, escusam de ficar descansados que não serão levados à justiça, pois se me recusarem os meus direitos, tenho outras soluções, nem que tenha de varrer ruas para pagar o processo do meu bolso!

Provedoria do Precariado




Já aqui há uns meses vos tinha falado da Provedoria do Precariado, uma organização com o objectivo de denunciar ilegalidades laborais em Portugal e compilar uma "lista negra" das entidades empregadoras, capitalizando na vergonha social e má imagem empresarial, para pressionar as empresas a travarem nem que seja um pouco a exploração das pessoas.

Ao que parece hoje o site teve uma actualização massiva, como artigos pedagógicos sobre os direitos laborais e a forma de lutar pelos mesmos.

Também quero lembrar-vos que podem usar este e outros sites para fazerem as vossas denúncias de exploração laboral e desrespeito pelos direitos no trabalho, incluindo fazerem-no anonimamente.

Acho que é apoiando projectos como este, o FERVE e os Precários Inflexíveis que vamos conseguir mudar (nem que seja um pouco) o futuro desta sociedade portuguesa de falta de valores e ética no trabalho.

Visitem e divulguem!
http://provedordoprecariado.blogspot.com

não é design



Uma pequena chamada de atenção em forma de cartaz, para alguns colegas de profissão que fazem design segundo o que está na moda e os tutoriais que aparecem nas revistas ou online e que muitas vezes exibem orgulhosamente as suas peças experimentais, muitas vezes quase sem diferenças dos originais ou conteúdo.

Ora eu também gosto de experimentar com novas técnicas mas só se isso fizer sentido para o trabalho em mãos e não apenas porque é giro e vê-se muito. A ironia acaba por ser o facto de, bem vistas as coisas, apesar de ter conteúdo, este cartaz não é muito diferente dos que critica LOL

É também uma achega para aqueles que criticam a minha tendência para o minimalismo como simplismo gráfico, porque ainda não perceberam que também sei enfeitar se me apetecer...

Mais para vir :D

Entretanto podem ver maior em:
http://www.menosketiago.com/101314

escravos modernos



Venda de escravos em Roma
Jean Léone Gérôme

Já aqui manifestei várias vezes a minha antipatia pelos estágios não remunerados e sempre tive a ideia de que os mesmos além de pouco éticos, seriam dificilmente legais.

Ao lermos o Código do Trabalho, não encontramos prevista a figura do "estágio" ou de trabalhar de graça à experiência, visto que os contratos de trabalho têm um mês ou mais de "período experimental" no qual o trabalhador pode ser despedido ou despedir-se sem necessidade de justa causa. Mais, qualquer situação em que um trabalhador tenha um posto de trabalho fixo, um horário a tempo-inteiro e responda a chefias, configura uma situação de contrato de trabalho, remunerado obrigatoriamente pelo valor do Salário Mínimo em vigor no momento, logo os estágios nunca poderiam ser não remunerados...

Já nem falemos dos recibos verdes passados por pessoas que reúnem estas condições que além de constituírem uma infracção código, são considerados uma fraude à Segurança Social.

Mas até agora, esta era a minha (e de algumas pessoas que fui ouvindo) opinião e interpretação da legislação laboral.

Acontece que na semana passada ao ver os resultados das eleições no telejornal, apareceu na notícia a imagem do Facebook do candidato do PCTP-MRPP, Garcia Pereira que acontece ser um dos melhores advogados de direito do trabalho em Portugal. É claro que vi ali uma oportunidade de entrar directamente em contacto com ele e perguntar-lhe qual a legalidade dos estágios não remunerados, sendo que passo a transcrever a resposta:

"Sem me poder alongar muito na demonstração, quero-lhe dizer que considero os estágios não remunerados uma verdadeira fraude à lei e, logo, uma prática completamente ilegítima para obter mão de obra gratuita, quase escrava, muito em particular quando do que verdadeiramente se trata não é de aprendizagem com vista à inserção profissional mas a ocupação, pura e dura, de um posto de trabalho.

Aliás, tenho sempre sustentado que um dos pontos chave do Direito do Trabalho do futuro, deve ser o da protecção eficaz dos trabalhadores mais vulneráveis, muito em particular os jovens, contra diversas formas de hiper exploração, tal como os recibos verdes fraudulentos, a contratação a prazo para preencher postos de trabalho permanentes e, precisamente, os estágios mal ou mesmo nada remunerados.

Estas práticas são de todo contrárias à lei, só que o grau de ineficácia desta, em particular em Portugal, é elevadíssimo. Desde logo devido ao não funcionamento dos mecanismos e instituições encarregues de zelar pela aplicação da mesma lei, como a Inspecção Geral de Trabalho e os Tribunais de Trabalho. E assim, também neste campo, assistimos cada vez mais a que «o crime compensa»."

Acho que após lerem estas palavras fica bem claro a ilegalidade destes estágios. Agora está nas vossas mãos, divulgarem esta verdade por todos os vossos amigos e tentarem ao máximo não coadunar com práticas ética e legalmente condenáveis. Da minha parte vou tentar "pressionar" algumas pessoas que têm reais poderes na não divulgação de anúncios deste tipo de estágios.

Fórum do Garcia Pereira no Facebook:
http://www.facebook.com/topic.php?uid=130717131426&topic=12719

PS: Os estágios profissionais do IEFP e INOV são na realidade contratos de trabalho com o salário mínimo pago pela empresa e uma bolsa da responsabilidade do estado, caso se perguntem sobre a legalidade dos mesmos...

PS2: Os estágios curriculares não contam como relação laboral, pois fazem parte da formação curricular e são acompanhados pelas escolas/faculdades.

PS3: Sim, tenho noção que um dia desses não arranjo trabalho em Portugal com estes artigos, mas também não desejo trabalhar com empresas fraudulentas e sem ética... se promovem estes estágios são-no e não há volta a dar. Lembro que "o desconhecimento da lei não desculpabiliza o incumprimento da mesma"...

logos de setembro




Dois logos rejeitados em concursos no mês passado... tenho de investir mais tempo e tentativas, pelo menos sempre entra dinheiro enquanto não se arranja trabalho a sério.

cavaco no ptFolio



http://www.ptfolio.com

generation praktikum


Generation Praktikum @ Flicker

Quando digo a amigos que a situação dos jovens e licenciados não é negra apenas em Portugal, esbarro-me sempre com alguma incredulidade e também não me posso considerar um conhecedor da realidade externa, pois nem sou muito viajado (só sai de Portugal uma vez para ir a Bruxelas com a equipa do Queluz Basket), nem conheço os casos de insucesso no estrangeiro (normalmente só se gaba os casos de quem emigra e tem sucesso).

Por isso não me admirou um artigo do Público que revela que há uma geração entre a geração desempregada e a dos "mil euros" na Alemanha conhecida como Generation Praktikum, jovens licenciados entre 27 e 30 e poucos anos que passa anos a saltar de estágio não remunerado em estágio não remunerado na esperança de um verdadeiro emprego.

A principal difença com Portugal é simples e é sempre chocante para um português tomar conhecimento, é que na Alemanha todos os licenciados desempregados recebem do estado um subsídio de 350€ independentemente de terem ou não contribuido para a segurança social, enquanto cá se tivermos o desespero de pedir o rendimento mínimo ainda somo insultados por sermos uns preguiçosos que não querem trabalhar (vulgo ser operador de call-center, caixa de hipermercado ou virar hamburgueres).

Mais, note-se que com a mesma situação a assolar o país a nossa comunicação social faz notícia da Alemanha e nem tenta-se perceber a situação nacional... claro, há que ter cuidado com os telhados de vidro.

Fonte > http://jornal.publico.clix.pt