mudança

Durante os próximos dias vou sair da asa dos progenitores e mudar-me para um ninho mais quentinho :D

Um bom ano-novo para todos os que me honram com as suas visitas! E para os outros também!

alfabetos


A maior parte dos alunos de um curso de design em Portugal, terão mais tarde ou mais cedo no percurso académico, ouvido falar de Paulo Heitlinger, autor dos Cadernos de Tipografia, praticamente uma das únicas publicações nacionais sobre Tipografia e ainda por cima disponível gratuitamente para download e impressão.

Alfabetos, é o segundo livro comercial do autor sobre a temática, numa continuação e aprofundamento de Tipografia: Origens, Formas e Usos das Letras, desta vez abordando também a Caligrafia, na sua história e técnica.

Fazendo uso do pleonasmo típico, o livro começa por aquilo que terá sido um dos princípios, da história da comunicação "codificada", com várias páginas dedicadas às placas de xisto, produzidas durante o período neolítico em território nacional, expondo a teoria da arqueóloga americana Katina Lillios, que ao catalogar milhares destas placas, concluiu que estas muito provavelmente seriam "bilhetes de identidade" para os mortos sepultados nos monumentos funerários megalíticos.

Segue mostrando os vários exemplos dos primeiros alfabetos, debruçando-se sobre a pouco conhecida (mesmo nos meios académicos) Escrita do Sudoeste, utilizada na Península Ibérica ente VII e V a.C. de inspirações fenícias. Explica como os alfabetos romanos influenciaram e continuam a influenciar grandemente a linguagem tipográfica, e constituem uma grande influência na tipografia na altura da invenção e disseminação da imprensa.

Outro ponto alto do livro é o estudo (possível) da tipografia e caligrafia em Portugal e Espanha em várias épocas, como a Cantoneiros ou a Bastarda de Lucas, ou do estudo da sinalética e da tipografia escolar que resultaram na fonte Sinalética e na Letra Escolar.

Seria possível escrever muito mais, mesmo num estilo muito resumido sobre esta quase enciclopédia de 783 páginas, e que ainda assim acaba por não tratar de tudo o que poderia abordar, nem de tudo aquilo que o autor poderia escrever, mas não deixa de ser uma obra que pela ausência de concorrência à altura, no nosso panorama editorial, e por mérito próprio, se torna obrigatória para quem quer ou precisa de saber mais sobre o tema.

Não deixa contundo de ter aspectos negativos e seria errado da minha parte não o frisar. O autor acaba por em várias alturas, acusar um dos maiores problema dos meios académicos portugueses (apesar de ser um autodidacta nesta temática visto que se formou em Física Nuclear), que é a grande confusão entre o juízo de gosto e o juízo de valor, ou em português mais básico entre opinião pessoal e opinião fundamentada (hei de confirmar se já escrevi aqui sobre estes dois tipos de juízo).

Isto torna-se muito patente no capítulo organizado com base na pergunta/resposta, "Para que serve a Helvetica?" ao que o autor responde "para nada". O autor confunde uma opinião baseada no gosto pessoal e num certo empirismo teórico, fundamentada noutras opiniões concordantes, para afirmar que a Helvetica é uma má fonte, pouco legível e sem personalidade e pretende afirmar que quem escolhe esta fonte ou é preguiçoso ou mau profissional...

Isto é um exemplo perfeito de juízo de gosto, porque podemos encontrar opinião inversa em muitos outros teóricos e profissionais da área (esses também baseadas, muitas vezes, no gosto pessoal), até imbuído de um quase adolescente, "ser do contra", por esta ser uma das fontes mais usadas na segunda metade do século XX e ainda actualmente.

É claro que a Helvetica é menos legível que uma Garamond, afinal de contas as serifadas são mais legíveis que as sem-serifa, mas isso significa que é ilegível? A legilibilidade é o cálice sagrado do design e da comunicação visual? Será assim tão inválida a tese da habituação e da familiaridade do leitor com cada estilo de fonte, que o autor refuta?

Penso que é mais coerente escolhermos a fonte conforme a mensagem, o público-alvo da mesma e até o estilo de design que queremos impor ao nosso trabalho, sem preconceitos a priori. Afinal de contas estamos a falar de uma fonte indiscutivelmente bem desenhada (se deixarmos o gosto de lado e nos lembrarmos da premissa do seu desenho) e não de uma qualquer fonte engraçada dentro dos milhares de exemplos de más fontes que polulam os catálogos.

Afinal de contas, eu também sou apaixonado por fontes cursivas em especial dentro do estilo sign painting e não é por isso que as coloco em todos os trabalhos que faço. E muito honestamente como alguém que despertou para o design com os Designer Republic não conseguirei ver na Helvetica, outra coisas que não uma fonte bonita, principalmente se for bem usada (com leadings personalizados e entrelinhas bem escolhidas).

Claro que esta discórdia, quanto ao tom opinativo de um capítulo e algumas passagens não invalida em nada este livro, nem o menoriza de forma alguma e no fim de contas é um privilégio mais que legítimo de um autor. Quem não concordar, que se chegue à frente no trabalho hercúleo de tapar o buraco negro da edição técnica/teórica sobre design e comunicação em Portugal... o Paulo tem feito mais que a sua parte!

Podem encontrá-lo aqui
http://www.bookhouse.pt/catalogo/pintura-artes-graficas_0740/alfabetos-caligrafia-e-tipografia_01010440.aspx

new facebook profile



Está já ai mais uma não tão pequena (e provavelmente propensa ao ódio de milhares de utilizadores) alteração ao interface do Facebook.

A partir de agora os perfis estão mais completos e melhor arrumados, no entanto devo dizer que sinto a falta da caixa de input sempre aberta e pronta para escrever... agora temos de clicar primeiro no botão estado que acaba por se perder um pouco no meio da informação já rica em ícones...

Será que primeiro se estranha e depois se entranha?

tolstoi



Ilustração do leão Tolstoi que vai ser o autor de Dezembro na Book House :D

É pena não haver quase textos filosóficos em edição portuguesa senão aproveitava para saber um pouco mais sobre a perspectiva anárquica deste senhor.

comer animais


Na passada quinta-feira estive no lançamento do livro Comer Animais de Jonathan Safran Foer, apresentado pelo Heitor Lourenço (não fazia ideia de que este é vegetariano) no restaurante Jardim dos Sentidos (que tenho de visitar um dia destes pois gostei bastante do catering), em representação do Centro Vegetariano.

Como seria de esperar, quem lá apareceu estava na sua maioria ligado à causa vegetariana/animal. Notei a presença da Associação Vegetariana Portuguesa, a Animal e o Partido da Natureza e dos Animais, apesar de no fundo o livro acabar por ser mais direccionado para os não-vegetarianos.

Safran conta num tom pessoal as suas experiências de aderência/desistência do vegetarianismo, investigando as origens dos hábitos alimentares modernos e dos muitos mitos sobre a alimentação, passando pela realidade pouco divulgada da indústria de produção de carne. A ideia do livro não é converter ninguém ao vegetarianismo, mas sim, informar e sensibilizar quem o lê sobre a realidade por trás de algumas escolhas alimentares, de forma a que as possam tomar, com plena consciência daquilo que elas custam eticamente e da sustentabilidade (ou insustentabilidade) das mesmas.

Talvez na boleia deste lançamento, a Visão desta semana trazia um artigo sobre crianças vegetarianas, que apesar de positivo, revela os preconceitos desinformados do costume, acerca de carências alimentares e a repetição do adjectivo do costume, o fundamentalismo.

Sobre as carências, fala-se em Omega 3 e Vitamina B12. A primeira é uma falácia mesmo num regime vegan (completa ausência de produtos animais ou derivados), pois há vários frutos secos (em especial as nozes) altamente ricos no composto, que está ligado à redução do stress e ansiedade (recomenda-se suplementos desta para combater hipertensão, por exemplo).

Quanto à segunda, a questão é um pouco mais complicada, existindo muita desinformação ao redor da mesma. O que importa saber é que na realidade a Vitamina B12 não se ingere, esta é produzida por uma estirpe de bactérias E. Coli, que se alojam no intestino e a segregam como subproduto do seu metabolismo normal. Estas bactérias existem quer em animais, quer em plantas, o problema é que o uso excessivo de pesticidas e químicos na agricultura moderna acaba por eliminar as mesmas. Mais, as mesmas subsistem no organismo décadas após a sua ingestão, sendo que é durante o período de amamentação que a mãe transmite as bactérias ao seu bebé através do leite, dai que para um ovo-lacto vegetariano, exactamente por consumir lacticínios, esta não seja sequer uma preocupação.

Já para alguém com uma dieta vegan, o suplemento é essencial mas necessário muito menos vezes que poderão pensar (neste caso convém mesmo fazer testes de vez em quando para controlar). Eventualmente poderão, como alternativa, consumir Kefir alimentado com água (este é é basicamente uma bactéria/fungo que também produz B12 e tem outros benefícios para a flora intestinal)...

Daí que dizer que se deve comer carne para suprir a B12 seja cair numa falácia, pois a presença de E. Coli na carne industrial que se consome também não é propriamente normal e deve-se à contaminação da mesma durante o desmanche (literalmente os excrementos que caem sobre a peça de carne, quando no abate se fura o intestino sem querer).

Já sobre o fundamentalismo dos vegetarianos, convém lembrar que além do significado religioso, o termo "(..) passou a ser usado por outras ciências para significar uma crença irracional e exagerada, uma posição dogmática, ou até um certo fanatismo em relação a determinadas opiniões (...)". Ora nada está mais longe da atitude e forma de estar da grande maioria dos vegetarianos ou vegans (há excepções claro), que na sua opção questionaram primeiro o dogma do omnivorismo, e posteriormente pesquisaram e pensaram muito sobre tudo o que essa escolha implicava (normalmente quem desiste é por falta de informação ou de sustentação ética na escolha).

Escolher ser vegetariano é tudo menos irracional e fanático, aliás fundamentalistas serão mais rapidamente os pejorantes, que questionam a escolha individual dos outros sem nunca terem sequer questionado os seus próprios hábitos alimentares e sem qualquer argumentação lógica para censurarem a dieta alheia.

Prova disso é que quase ninguém com uma dieta dita normal, se queixa que ao almoçar com um vegetariano lhe são feitas mil perguntas, mil "avisos" ou até comentários desdenhosos, mesmo havendo razões cientificamente comprovadas para questionar o consumo excessivo de carne (cancros, colesterol, etc...) e argumentos éticos relacionados com o sofrimento e morte de seres sentientes... mas é quase impossível que um vegetariano almoce com um não vegetariano (pior ainda, com um grupo!) sem que isso aconteça...

Quem são afinal os fundamentalistas?

Podem encontrar o livro no link abaixo... garanto-vos que é bem mais interessante que a minha retórica sobre o assunto ;)
http://www.bookhouse.pt/catalogo/literatura-autores-estrangeiros_0880/comer-animais_9789722522373.aspx

era uma vez uma velhinha


Tive o privilégio de apreciar este pequeno livro editado em Portugal pela Dinalivro, baseado numa lengalenga inglesa e que ganhou o prémio de Obra-Prima na Feira de Bolonha de 2010, para o fotografar para um folheto e cartaz da Book House.

Se o quiserem comprar aproveitem que está com um desconto de natal ;)

Podem encontrá-lo aqui
http://www.bookhouse.pt/catalogo/juventude_0850/era-uma-vez-uma-velhinha_01010441.aspx

Até dá pena não ficar com ele :P

FileSpazz



Hoje vou deixar aqui uma dica para variar...

Para quem receber de um cliente um ficheiro com a indesejada terminação .cdr, ou seja, um vectorial de Corel Draw e não queira ter de instalar o Corel na máquina só para poder abrir e converter para Illustrator (ou Freehand para os mais resilientes), pode sempre usar o FileSpazz :D

Basta fazerem o upload do ficheiro, indicar o vosso e-mail, escolher o formato para o qual querem converter e alguns minutos depois terão na caixa de correio um link para o ficheiro convertido num formato mais "profissional" LOL

O site é
http://www.filespazz.com

republicaamadora

Acabei por conseguir ir à BDAmadora na passada sexta à noite, já em risco de falhar a peregrinação este ano, depois de esperar quase 1h (e largar 2€) pelo autocarro que me levaria em 10m da estação da Amadora ao Fórum Luís de Camões na Brandoa, mais uma vez lembrando-me da péssima localização do festival a nível de transportes públicos... Sim, há metro a 5m mas faz sentido para quem não tem o privilégio/sacrilégio ecológico de ter viatura própria que more na Amadora ou para lá desta, ir até Lisboa (Sete Rios) de comboio para voltar atrás?

Sinceramente, nunca hei de perceber o abandono da Fábrica da Cultura, e mesmo na Escola Intercultural achava o festival bem melhor localizado, que a sua colocação no metro da Falagueira ou a mudança (definitiva) para uma zona periférica da própria Amadora, apesar das boas intenções de um pavilhão bom, embora não propriamente adequado (basta ver que o visitante tem de usar escadas exteriores para aceder à segunda parte da exposição, num parque de estacionamento...

Sobre esta edição em si, acabou por ser bem menos interessante que as anteriores pois tornou-se mais uma exposição sobre a república, não deixando de ser interessante acaba por cair no problema de metade da exposição (ainda por cima uma metade bem menor que o costume) ser sobre caricatura do início do século e ilustração editorial e não tanto bd em si, o que poderia ser visto noutro evento.

Sei que em termos de conferências e autores houve coisas interessantes mas como de costume, não consigo visitar na melhor altura e levo sempre com os últimos dias.

A segunda metade correspondeu ao que a BDAmadora deve realmente ser, gostei especialmente no espaço Lusofonia dos trabalhos do Nuno Saraiva (já não é novidade mas ri-me com algumas pranchas mais recentes), o projecto City Stories com algumas imagens bem inspiradoras, a exposição d'A Teoria do Grão de Areia, excelente quer a nível da própria concepção expositiva (o chão da sala coberto de areia, obscuro e com objectos saídos da história, tudo complementado com uma boa sonoplastia) e uma pequena exposição Beyond Kawai, com licenciados do departamento de Anime da Faculdade de Arte da Universidade politécnica de Tóquio, que soube a pouco, principalmente porque teria gostado de ver mais pranchas da mangaka Aoi Seri (podem ver fotos do espaço se rolarem para baixo no blog da mesma).

Para não fugir à regra a zona de lojas estava já meio abandonada, sendo que entre livros de BD em edição portuguesa a preços que nem fora de Portugal são acessíveis, ou importação com demasiada taxa de lucro em cima, lá me dei por contente por trazer A Manta do Planeta Tangerina e a Malishka do Miguel Rocha.



natal



Mais um 3D, desta vez para a campanha de natal da Book House :D

Extremamente ocupado =X

mec



Ilustração do Miguel de Esteves Cardoso para o cartaz do autor do mês de Novembro da Book House :D

society6



Society6 é um site/comunidade de designers e ilustradores, com a particularidade de permitir a venda de trabalhos em forma de cartaz, t-shirt, capas de portátil ou iPhone/iPod "on order", tal como acontece com o Zazzle e o Cafepress.

A diferença está em que enquanto nos últimos podemos ver de tudo, desde o mais foleiro imaginável, até a produtos com pixelização bem visível (até no preview) e de vez em quando alguma coisa decente e até boa mesmo, no Society6 os produtos são apenas de criativos com um patamar mínimo de qualidade.

Juntando a essa qualidade, várias funcionalidades típicas de rede social (além da integração com Twitter e Facebook), como follows e promotes (likes), é provavelmente o sítio ideal para quem quer vender trabalhos mas não tem orçamento para produção própria.

Como é óbvio já abri o meu próprio perfil e tenho vários trabalhos disponíveis para comprarem se quiserem ;)

http://www.society6.com/studio/menosketiago

Podem também abrir a vossa conta e juntarem-se ao meu "círculo" que são bem vindos!

21º amadorabd



Inaugurou hoje a 21º edição do AmadoraBD no Forum Luis de Camões (Brandoa) como já tem sido costume. Vai lá estar até dia 7 de Novembro por isso há tempo para uma visita.

Mais em
http://www.amadorabd.com

panty and stockings



Panty and Stockings with Garterbelt é o novo anime da Gainax que estreou no fim do mês passado no Japão, posso dizer que me parti a rir com os primeiros três episódios.

Posso resumir dizendo que são as Powerpuff Girls versão japonesa para maiores de 18 e já dá uma ideia do que vai sair deste anime =X

Uma combinação perfeita de humor echii e nonsense à boa maneira nipónica (com homenagens às séries tipo "power rangers").

amazon gratuita





Só para avisar que a Amazon britânica passou a oferecer os portes de envio em encomendas de valor maior que 28€ (25£)!

Citando os anúncios do Montepio, "Que maravilha!"

história das ideias políticas


Tal como para a igreja católica medieval existia um index de livros proibidos, hoje em dia devia existir um index de livros obrigatórios ou quase para qualquer pessoa que queira ser mais do que um individuo numa massa de consumistas, com opiniões baseadas apenas num senso-comum, estilo cliché humano.

A História das Ideias Políticas Volume I de Diogo Freitas do Amaral tem na sua génese ser uma sebenta em forma de livro para cadeira de Ciências Políticas do curso de Direito da Universidade Católica. Mas em vez de ser algo que interessaria apenas aos estudantes desta cadeira, acaba por ser um bom resumo para fins de cultura geral, das ideias políticas dos principais pensadores e filósofos da história ocidental.

Não substitui a leitura das obras dos autores em si mas é um bom começo para o entendimento das várias concepções de sociedade e governo já pensadas (e um bom fim no caso de ideologias execráveis como as de Xenofonte, Jaime I e Hobbes).

Desde as ideias comunistas e anarquistas de Platão, à catalogação das formas de governo sãs e degeneradas de Aristóteles (Monarquia/Tirania, Aristocracia/Oligarquia e República/Democracia), às ideias politicas de Maquiavel tão presentes no léxico da direita (recordo que políticos como Paulo Rangel afirmam-no como autor favorito) e à Utopia de Thomas More (finalmente entendi a génese da palavra, que me deixou claro que usa-la para adjectivar ideias impossíveis é ignorância).

Infelizmente o primeiro volume termina com Hobbes, sendo que o segundo volume ainda está em preparação (o primeiro levou 15 anos a escrever...), mas não deixará de frisar o Contrato Social de Rousseau, as histórias da carochinha de Adam Smith e companhia limitada, as teorias anarco-socialistas de Proudhon, o comunismo de Marx e provavelmente alguns autores mais recentes (provavelmente a parte que me interessa mais pois é aqui que se concentra ou a minha ignorância de novas ideias de relevo ou a sua inexistência, mas presumo que pelo menos de Keynes se falará...).

Resumindo é uma boa leitura para quem não se satisfaz intelectualmente com perigosos lugares comuns como "não ligo à política" ou "são todos iguais"... perigosos porque como Burke dizia "para que o mal triunfe basta que os homens de bem nada façam".

Podem comprá-lo em
http://www.bookhouse.pt/catalogo/direito_0326/historia-das-ideias-politicas-vol-1_9724010767.aspx


Estou de volta aos concursos de t-shirts, esta já apareceu por aqui mas se poderem votar (se gostarem) agradeço!


http://www.designbyhumans.com/vote/detail/79210

in debt we trust



Em 2007 Danny Schechter fez um documentário moorianesco sobre o crédito e a consequente dívida privada e publica nos EUA, ironicamente chamado In Debt We Trust Before The Bubble Burts.

Depois de a bolha ter rebentado é impressionante reter a absurdez da dívida pública e privada norte americana, ainda mais estapafúrdia se comparada com a dívida portuguesa que os nossos economistas, Presidente da República e ex-candidata a dama de ferro portuguesa lamuriam com tons apocalípticos.

Como a certa altura se diz "Ninguém está à espera que esta dívida seja paga(...)", o que me leva a perguntar porque raio é que a nossa dívida é mais grave que a dos outros, ainda por cima quando ainda está dentro dos 100% do nosso PIB (a dívida americana há muito ultrapassou o PIB americano)?

Talvez seja interessante para aqueles que ainda não perceberam a problemática da dívida/capital, verem o documentário Money as Debt (muito mau grafismo mas bom conteúdo). Talvez ai percebam que o sistema actual precisa da dívida para sobreviver e que ou se muda o sistema ou as medidas de austeridade não passam de uma hipocrisia a que os governos (especialmente os europeus) estão a ser forçados a dar ouvidos pelos especuladores do mundo da finança...

Podem ver o documentário completo aqui
http://video.google.com/videoplay?docid=-9016886482738598023#

nova Ophiusa


Numa altura em que me chegou a passar pela cabeça acabar com a Ophiusa, devido à fraquissima participação/ajuda da comunidade criativa e ao pouco tempo, num devaneio de loucura típico da minha pessoa o que acabou por acontecer foi um re-design do layout do site e horas de re-programação e actualização de conteúdos.

Mas não fico por aqui porque quero ainda renovar mais e mudar a lógica de algumas secções do site e funcionalidades... os objectivos, esses são os mesmos de sempre.

Quem faz as coisas porque acredita não se demove pela falta de reconhecimento ou dividendos do trabalho árduo mas voluntário e em prol dos outros!

walking dead



Finalmente, depois de décadas à espera (LOL) uma série de zombies de qualidade e ainda por cima uma adaptação do comic The Walking Dead do Robert Kirkman que eu devoro a cada novo TPB :D

E no mesmo mês do regresso do Supernatural!

theRSA

Graças ao Bruno Sena Martins do Arrastão, descobri uma série de palestras ilustradas sobre os mais variados temas que além de espetaculares são imperdíveis para abordar algumas bases de temas imensamente importantes...





the final frontier



Depois de bastante antecipação, saiu esta segunda-feira, o último álbum dos Iron Maiden, The Final Frontier.

Provavelmente há uns 5 ou 6 anos nunca anteciparia um álbum de Maiden, mas a verdade é que apesar de continuar a não gostar de certos géneros de música nem pago (especialmente electrónica e pop), tenho hoje um gosto bem mais eclético, embora nunca fuja muito a uma raiz rock/blues (com honrosas excepções portuguesas), que me permite dizer sem problemas que posso ouvir Boston seguido de The Black Dhalia Murder e A Naifa pelo meio, sem estranhezas.

Esta divagação para deixar claro que não sou o típico fã de Iron Maiden e por isso não os avalio da mesma forma que um metaleiro de coração...

O que mais importa é que no geral gostei bastante deste novo álbum, já tinha gostado do A Matter of Life and Death, embora me tenha fartado rapidamente pela falta de malhas mais ritmadas como The Trooper ou 2 Minutes to Midnight. Este The Final Frontier ainda assim tem para mim um problema grave enquanto peça completa que é um ritmo muito forte ao início com as 3 melhores músicas (mais ritmadas e fortes) seguidas, o que cria um patamar que depois vai descendo na audição, feita até ao fim de grandes músicas mais calmas ou com grandes intros antes de abrirem.

Por isso é mesmo de destacar The Final Frontier (após 4m de intro ao bom estilo metal psicadélico LOL), El Dorado, Mother of Mercy e já no final uma grande balada épica sobre o fim do mundo em Where the Wild Wind Blows. O resto do álbum é preciso estar na onda certa para ouvir e é esse o grande defeito deste trabalho na minha opinião.

http://www.ironmaiden.com


stencil para têxtil



Para tornar a coisa ainda mais fácil basta pegarem em acetato para impressoras jacto de tinta e imprimirem o desenho logo no acetato.

E usar tinta em spray é bastante mais rápido, embora seja necessário um espaço próprio que possam sujar...

High School of the Dead



Não é nenhuma novidade, para quem me conhece, que sou um ávido devorador de tudo o que são criações culturais relacionadas com zombies e uma das coisas que até agora faltava para consumir eram animes sobre com estes pouco simpáticos canibais (há alguns que andam lá perto como o Zombie-Loan e umas coisinhas com criaturas mais próximas de vampiros).

Digo até agora porque estreou na semana passada no Japão, High School of the Dead, uma adaptação do manga homónimo (não conhecia), que veio preencher em grande estilo a lacuna. Como dá para perceber pelo nome a história roda à volta de um grupo de alunos de um liceu japonês, que dão por si no meio de um apocalipse provocado por mortos-vivos e a partir dai é o costume, tentam sobreviver a todo o custo.

Apesar de ainda só haver um episódio legendado, já deu para perceber que temos aqui uma das melhores séries de animação do ano, com uma grande qualidade gráfica, muito gore e com bastantes cena ecchi, o que dá um sabor invulgar ao género.

Só falta mesmo é estrear a adaptação a série de TV do The Walking Dead e temos mais um grande ano para o canibalismo infecioso :D

PS: Lembrei-me agora que também era suposto estrear este ano, o filme Resident Evil Afterlife LOL

Scott Pilgrim



Provavelmente não é novidade para muitos e apesar de ter visto repetidamente o nome, principalmente nas actividades da Carla, faltam cerca de 2 meses para a estreia de Scott Pilgrim VS The World.

Fui chamado ao filme pelo criador de avatars mas depois de ver o primeiro trailer, fiquei surpreendido e após os restantes posso dizer-me verdadeiramente expectante. A temática é a do costume num nerd movie, no entanto os elementos de banda-desenhada e do mundo dos jogos incluídos dentro do filme (como as omanotopeias típicas) são pouco comuns no cinema, talvez o único filme que vi que usava desta forma elementos de lettering e motion design foi o Zombieland.

Acho que vale a pena uma visita ao cinema depois de estrear ;)

Podem criar um avatar parecido com o meu no link:
http://www.scottpilgrimthemovie.com/avatarCreator

Ou então tirem a segunda parte do URL e vejam o site ;)

quem não morreu...

... sempre aparece LOL

Pois é quase um mês depois do último post a maioria dos visitantes regulares ou deixaram de visitar ou então acham que fugi para outras bandas.

A verdade é que o último mês foi uma fase de incerteza e stress em relação àquilo que é e será a minha vida a curto e médio prazo e isso reflectiu-se na falta de vontade e capacidade de encontrar temas para continuar a escrever a emoglobina.

Nesta altura as coisas parecem melhor encaminhadas e já tenho bastante trabalho (remunerado, porque trabalho há sempre) e espero poder voltar a manter uma actividade blogueira regular como anteriormente.

Dai que sinta a necessidade de um catártico pedido de desculpas a quem me privilegiava até agora com a leitura dos meus artigos e fazer a promessa de um regresso à normalidade (talvez até dando algum foco noutro tipo de artigos mais leves para intervalar o que era costume até aqui).

tipos populares



Por alguma razão estranha, nunca ninguém me tinha informado que os Cadernos de Tipografia era gratuitos e estavam disponíveis online, sempre tinha presumido que aqueles a que tive acesso eram fotocópias piratas de uma edição paga... mas estava enganado, visto que estão quase todos em http://tipografos.net/cadernos/index.html

Esta pequena introdução serve para não só aconselhar os incautos como eu a aproveitarem uma boa leitura, essencial para profissionais ou apaixonados do design, mas também foi num destes cadernos que vi a referência ao projecto Tipos Populares Brasileiros.



Basicamente é um projecto que arrancou academicamente com o objectivo de preservar os tipos de letra populares que povoam as ruas do Brasil, em placas, nas paredes, nas montras e noutros locais e o resultado são vários tipos de letra interessantes (outros nem tanto para mim pessoalmente) que têm muito mais personalidade que as fontes gratuitas do mesmo género que são usadas em muitos designs, sendo que estas são igualmente grátis.



É pena que cá em Portugal não se faça o mesmo, seja por falta de bons tipógrafos com tempo para o fazer ou por falta de respeito pela cultura popular portuguesa. Aliás, a falta de respeito pela cultura visual nacional é bem patente pela falta de boas publicações (que tenham mais que texto teóricos e imagens pequenas) que sejam úteis para designers, ilustradores e artistas portugueses.

Mas voltando ao assunto, para verem e fazer o download de todos os tipos populares brasileiros digitalizados no âmbito deste projecto sigam o link:
http://www.tipospopulares.com.br/wptipos

laudamus vita


"Desde 1982 quando os Pink Floyd e o realizador britânico Alan Parker lançaram o filme musical "The Wall", baseado no seu próprio álbum, que nenhuma outra banda tinha embarcado num esforço desta dimensão, muito menos uma banda independente. "

É esta a premissa por trás de Laudamus Vita, o filme/álbum que ocupou os Easyway desde 2007 e que depois do pré-lançamento em Dezembro de 2009 no Super Bock em Stock e do lançamento do CD/DVD no início do mês, teve direito a não uma mas duas sessões de cine-concerto no passado dia 20 de Maio no Cinema Alvaláxia.

O objectivo desta premissa não é como já pude ler online, comparar os Easyway aos Pink Floyd (pessoalmente e não querendo ofender ninguém, é uma banda que me diz muito pouco em termos de gosto), mas sim mostrar que há três décadas que uma banda não se atrevia a aventurar-se no cinema, tirando os casos de alguns videoclips que podem ser praticamente considerados curtas-metragens, cujo exemplo óbvio é o Thriller de Michael Jackson.

Importante também é reforçar a ideia de "uma banda independente", que dá ainda mais valor a este resultado final, principalmente se tivermos em conta que desde 2007 que os americanos Angels and Airwaves, banda de Tom DeLonge (Blink 182) vêm a anunciar Love, uma longa-metragem/album que supostamente estreará no Outono de 2010 (já foi adiada várias vezes). É ainda mais evidente o mérito dos Easyway ao conseguirem em menos tempo, com menos meios, principalmente financeiros, completarem este filme antes de uma banda com muito menos constrangimentos e uma máquina de produção profissional.

Mas voltando a Laudamus Vita, posso dizer que conhecendo a banda desde praticamente o inicio, sempre esperei um bom resultado a nível musical e mesmo já tendo visto alguns capítulos do filme aquando da promoção/concurso que foi feito para o Super Bock em Stock (cujo objectivo era ordenar os capítulos), quando finalmente pude ver o filme completo fiquei agradavelmente surpreendido.





Antes de mais o filme foi inteligentemente dividido em capítulos, cada qual com a sua música e apesar do que se pudesse esperar a divisão não prejudica nem o enredo, nem o ritmo do filme, bem pelo contrário, funciona perfeitamente como uma verdadeira banda sonora.

Isto não significa que as músicas percam quando ouvidas sem o suporte do filme, porque enquanto experiência musical consegue ser mais coerente, que por exemplo American Idiot ou 21st Century Breakdown dos Greenday, que também partem de uma premissa de storytelling, sendo que pessoalmente considero que acabam por não ser 100% felizes, pois ao ouvi-los, tenho a tendência para saltar músicas em vez de os ouvir como um todo, algo que não acontece com Laudamus Vita, onde houve a dificuldade acrescida de ser pensado para um filme e ainda assim sobreviver sozinho.

Sobre o filme só posso afirmar que há muita produção nacional de séries e telenovelas, que pode aprender muito com esta experiência a todos os níveis, quer a nível de fotografia, motion design e acima de tudo a nível da representação, que ao contrário de muito produto de TV e cinema nacional, com actores-estrelas nunca parece falso, nem teatral mas sim, ao bom estilo do cinema americano, presenteia-nos com uma credibilidade de personagens e de cenas, transporta-nos para uma narrativa e não para o "visionamento de cenas" de um guião. Tenho também de frisar, que me surpreenderam com as cenas de CGI em 3D, principalmente depois de ver nos créditos que também foi o Danilo que teve mãos nelas.

Quanto ao cine-concerto de dia 20 no Alvaláxia (que teve direito a sessão-dupla devido à primeira ter esgotado por completo dias antes), posso dizer que foi uma experiência diferente e que obviamente gerou alguma estranheza, pois além de pessoalmente não ter o hábito de ver concertos sentado e mesmo apesar de já ter visto o filme, o que aconteceu foi que houve alturas em que me esqueci de que estava um filme a passar atrás da banda e outras que me esqueci que a banda lá estava a tocar ao vivo.





Devo admitir que enquanto concerto preferi o showcase de lançamento na FNAC do Chiado e enquanto filme gostei de o ver como tal isolado, no entanto e como nova experiência gostei bastante e tenho a certeza que todos os que tiveram o prazer de lá estar, vão ter uma memória para a vida, digna de contar aos filhos durante uma partida de xadrez...

Mais em:
http://www.easywayrock.com

mtat e não só





Já há uns anos que não via os More Than a Thousand ao vivo, provavelmente a última vez foi em Campolide há mais de 6 anos. Por isso e mesmo apesar de alguma falta de vontade de ir, estive ontem no concerto de lançamento do novo álbum no Musicbox.

E de facto as minahs reticências com o espaço tinham alguma razão de ser, porque a razão de ter perdido uma boa parte de Hills Have Eyes, foi a fila enorme e lenta que se criou à porta, porque ao que parece aquilo é um clube fino em que até te revistam com detector de metais à porta. Sinceramente não gosto de medidas de segurança paranóicas e completamente desnecessárias e ainda gosto menos de "discotecas" elitistas, onde tentam cobrar 5€ por meio copo de vodka com sumo de marca branca e 2€ significam uma imperial.

Voltando ao tópico, Hills Have Eyes estiveram dentro daquilo que ja esperava deles, o que é muito positivo, mas tive uma bela surpresa com os Men Eater, gostei bastante do som que me faz pessoalmente lembrar The Haunted (pelo menos nas vocalizações) e From Autumn to Ashes. Bom som, boa atitude e bom espetáculo ao vivo, já lhe pedi o álbum para digerir em casa...

Claro que a noite era mesmo dos More Than a Thousand e claramente compensaram a chaga da entrada. De facto não é por acaso que são das melhores bandas europeias do género e apesar de estarem bem mais pesados (o que é bastante positivo na minha perspectiva) de álbum para álbum continuam a ter um som original e pouco visto, principalmente no que diz respeito às vocalizações do Vasco. A energia aumentou notoriamente desde o inicio ao fim da prestação deles e o único senão foi que soube a pouco, mesmo com o direito a músicas antigas.

O único senão é que agora que o Cabrita está numa banda pesadona como sempre quis, está mais poser que nunca! LOL (um abraço pah!)

O novo albúm, Make Friends and Enemies vai estar à venda amanhã em todas as lojas, nomeadamente na FNAC como seria de esperar. Aproveitem e quem queira passar pelo Chiado pode também ver o showcase dos Easyway e comprar o novo deles também! ;)

PS: Não coloquei vídeo de Hills Have Eyes porque não há nenhum com qualidade de som que faça justiça ao live ou à gravação.

Visitem
http://www.myspace.com/morethanathousand
http://www.myspace.com/meneaterdoom
http://www.myspace.com/hillshaveeyesmusic

virtues



A minha relação auditiva com os Amber Pacific, uma banda americana não muito conhecida pelas nossas terras, remonta a um sampler da Fatwreck Chords que me ofereceram à porta do concerto de NOFX no Restelo há uns anos. Não foi a única banda de punk-rock que guardei desse sampler mas tornou-se sem dúvidas uma das minhas favoritas, sendo que o leitor de MP3 não passa sem um album deles lá dentro.

Assim não é de admirar que tenha ficado com água na boca assim que soube que o 3º album da banda estava para sair e só não fiz uma pre-order com t-shirt incluida porque os portes eram 100% do valor da encomenda (mal Victory Records, muito mal). A história resumida é que finalmente tenho este Virtues comigo e já o ouvi umas boas dezenas de vezes, o que deixa perceber que gostei do que ouvi.

Em relação aos anteriores, The Possibility and the Promisse e Truth in Sincerity, é uma pitadinha mais pop-rock, por vezes a fazer lembrar a onda Bon Jovi do final dos 80's, algo para que decerto contribui a nova voz da banda, Jesse Cottam, que chegou a ser concorrente do Canadian Idol e tem um tom mais grave que o Matt Young. Mas quando falo em pitadinha falo mesmo num ligeiro tempero em algns arranjos vocais, porque a bateria e os riffs continuam a ser bem metralhados, como manda a escola do pós-punk.

MySpace da banda:
http://www.myspace.com/amberpacific



Yves Behar








Yves Behar, o homem do portátil de 100 dólares e dos PC's mais bem desenhados do mundo, o qual só por acaso eu tenho uma versão (eheheh, só vaidade).



Bom design significa estética/funcionalidade e qualidade/preço, logo os Mac's não entram nesta categoria (olha a piadinha para picar) LOL

Mas num tom mais sério, basta uma comparação entre o Pavillion e o Mac Pro mais próximos e enquanto o primeiro custa cerca de 700€ o segundo custa uns módicos 1840€, sendo que o Mac tem menos 3GB de RAM, menos cerca de 860GB de disco e uma placa gráfica claramente inferior. Mas a maior diferença talvez esteja na altura de abrir a tampa do computador e com um orçamento muito reduzido actualizar a máquina (no meu caso 250€ vão chegar para mais que duplicar a capacidade da minha máquina com 3 anos)...

Claro que há quem me diga que a maçã é mais bonita por fora (pessoalmente discordo) e por dentro (nisso já concordo), mas será esta segunda beleza justificação para os preços claramente empolados, mesmo dos componentes de upgrade? Será mesmo bom design?

K-On!!





De notar os dois pontos de exclamação, que querem dizer que é a segunda temporada de uma das séries de anime mais vistas de sempre (no Japão) e o também o maior exemplo de product placement (ele é fenders, gibsons, audix e companhia) nipónico...

K-ON!! continua cómico e moe como sempre :D

PS: A primeira música talvez tenham exagerado na voz tipo "Alvin e os Esquilos" LOL

serigrafia



É uma pena que não havia youTube com tanta força, há uns anos quando comecei a interessar-me em design de t-shirts e estampagem... tinha poupado alguns dias de teorização do processo e não teria de em ter infiltrado numa gráfica para ver o processo na realidade.

A verdade é que a serigrafia é um processo bem simples, mas tal como muitas outras técnicas DIY não é propriamente recomendado para fazer na nossa casa (pelo menos na casa de pessoal limpinho LOL). Mas os sortudos que podem ter um atelier ou um espaço mais ajavardado não precisam de gastar muito dinheiro para começarem a bombar o seu próprio merch.

Há outras técnicas como os transfers auto-cortantes ou de sublimação, mas precisariam de ter uma presa térmica que é sempre à volta de 350€ ou mais e ter uma inkjet especial ou uma impressora a laser. Esqueçam os transfers normais porque deixam a película em excesso visível, principalmente depois de umas lavagens... a não ser que queiram burlar os vossos mecenas =X

Claro que tudo isto é bom para quem tem o tempo do seu lado (por exemplo, estando desempregados mas tendo ainda dinheiro para os materiais), para os restantes mortais podem sempre recorrer a uma das centenas de empresas especializadas em serigrafia, tendo em conta que muitas vezes o custo compensa, principalmente se não vão fazer da estampagem algo frequente.

Pessoalmente recomendo a Maudlin, nunca trabalhei com eles mas tenho uma t-shirt que sei que foram eles que estamparam e é 5 estrelas em termos de qualidade.

http://www.maudlinclothing.com

oblivion island



Oblivion Island - Haruka and the Magic Mirror (Hottarake no Shima - Haruka to Mahō no Kagami) é uma raridade no panorama da animação japonesa, um filme em 3D (leia-se CGI ou animação gerada por computador) mas que retém um estilo anime quer no desenho das personagens quer numa renderização de cenários com ar de pintura a pincel.

A história é enraizada na mitologia japonesa, mais concretamente na simbologia da raposa, enquanto animal de culto umas vezes relacionado com um espírito niilista dado ao deboche (na mitologia grega corresponderia à figura do fauno) mas neste caso centrando mais numa adoração enquanto espírito benéfico. Assim as raposas do filme são espíritos recolectores que levam aos humanos os objectos dos quais eles se esqueceram (o símbolo ocidental seria o corvo).

Tudo começa quando Haruka percebe que perdeu o espelho da falecida mãe, apesar de ter prometido a esta que nunca se esqueceria dele. Depois de pedir ao espírito da raposa que o traga de volta, acaba por adormecer nas escadas solarengas do templo e quando acorda dá-se de caras com uma pequena criatura, que vai seguir até à "ilha do esquecimento"...


predators



Os senhores de Hollywood não brincam em serviço e apesar de décadas de interregno decidiram aproveitar a boleia do novo jogo Aliens VS Predator para finalmente lançarem um novo filme com o predador. :D

Ou isso ou foi uma grande coincidência mas de facto achava estranho nunca mais terem pegado na personagem sem ser para os VS.

cell


Se existem autores que parecem ter uma formula mágica infalível e inesgotável em todos os seus livros, Stephen King é um dos exemplos máximos desses felizardos. Podemos gostar ou não do estilo terror/fantástico, o que me parece muito difícil argumentar em relação a este, é a ideia de ser um escritor light como muito pseudo-intelectualismo tenta colar ao Paulo Coelho.

Se bem que existem muitos mais escritores, ainda vivos, dentro deste género que têm excelentes obras, como é o caso da Naomi Novik (Temeraire), do Christopher Paolini (Eragon), Isobelle Carmody (Elspeth), nenhum se pode gabar de lançar 2 e 3 best-sellers por ano (a maioria publica um volume a cada 2 ou 3 anos).

Tudo isto para dizer que abrir um livro "novo" de King não é um acto acompanhado da dúvida do costume... será que este vai ser um bom livro como os outros?

Sem entrar em pormenores que estraguem a história para quem ainda vai ler, Cell é quase, quase, uma história de zombies, só que na realidade o cataclismo não é de mortos-vivos per se, mas sim um "vírus" propagado pelos telemóveis que transforma pessoas normais em assassinos tresloucados. Mas essa é só a primeira parte da transformação...

Pessoalmente uma excelente história, com alguns elementos próximos do The Stand mas sem entrar em conjecturas metafísico/espirituais, em favor de uma visão mais cientificamente consubstanciada. Só por acaso (ou não) explorando uma ideia esboçada no curtinho Brain do Robin Cook.

7,5€ no sitio do costume:
http://www.bookdepository.co.uk/book/9780340921531/Cell

working!!



Uma nova série acabadinha de estrear no Japão. A história é simples, Taneshima Popura é uma empregada de restaurante que fica encarregada de encontrar um novo part-timer, depois de perguntar aos amigos todos decide tentar arranjar pessoas na rua sem grande sucesso até que esbarra com Takanashi Sota, que a confunde com uma criança perdida apesar de esta ser um ano mais velha e frequentar a mesma escola (sempai é o termo usado).

Este acaba por aceitar o pedido e começa a trabalhar no restaurante e é ai que começam as confusões, não fosse Takanashi um lolicon, Taneshima uma loli, a gerente uma tsundere e houvessem outras surpresas típicas do imaginário japonês.

Não é nenhuma série do outro mundo mas a banda sonora ska embrulha muito bem :D

aliens vs predator



10 anos depois a Rebellion volta à carga com o Aliens VS Predator, desta vez sob a chancela da SEGA (é estranho para quem viveu nos tempos de glória da marca vê-la apenas como editora).

O jogo original já era bastante bom mas este novo jogo não é apenas mais do mesmo, é melhor a todos os níveis, desde o aspecto gráfico com uma excelente atmosfera baseada em ambientes sombrios e bastante interacção com luzes parcas, nomeadamente a pouco confortante lanterna de arma (melhor neste campo de usar o escuro como factor de suspense e medo só mesmo o Doom 3).

Como quem já jogou o primeiro ou viu os filmes da série, temos 3 opções, jogar como marine, como alien e como predador, sendo que pessoalmente recomendo mesmo começarem como marines, porque vão ter uma experiência óptima de ansiedade e medo, enquanto passeiam pelos cenários quase sem luz, com o vosso radar de movimentos a apitar bem antes de conseguirem ver o inimigo que pode aparecer de qualquer lado. Já as outras campanhas perdem essa sensação por serem caçadores e não presas e vai também revelar demasiado da história principal.

Claro que há uns bombons gore à espera, tais como arrancar cabeças com colunas vertebrais atrás ou enfiar caudas pelo corpo de marines acima... (nham, nham)

Quanto à duração, poderia ser maior no caso dos aliens e do predador, mas anda à volta do que é normal e expectável para um FPS, sendo que se forem um pouco azelhas como eu vai durar mais um pouco LOL

O melhor de tudo é que quando acabarem as campanhas têm um excelente multiplayer, onde podem tentar diferentes formas de jogar sem que sejam acusados de campismo como nos shooters de guerra.

Sinceramente a quem goste dos filmes e principalmente para quem tenha jogado o antigo é uma recomendação quase obrigatória. E já agora se não conhecem aproveitem para experimentar comprar o jogo online em formato digital através do STEAM, basta pagarem e fazerem o download e voilá está instalado automaticamente, sendo que nunca precisarão de pôr e tirar discos e podem sempre voltar a fazer o download do jogo sempre que quiserem.

Mais:
http://store.steampowered.com/app/10680

no forno industrial



Depois de muito tempo sem fazer nada no reino do industrial tenho no forninho um projecto novo, um sistema de estantes modular de nome Breek®.

Fica o primeiro render de teste, ainda falta algum trabalho de design para ser algo com pés e cabeça...

Entretanto, parece que tive uma branca blogueira, mas já está o meu grilo a dizer que não pode ser!

até segunda



Foto da Laura


Para bom entendedor uma foto basta... isso e saber o que é que a data tem a ver comigo! LOL

Vinyl no Threadless

Vynil Revolution - Threadless T-shirts, Nude No More

Já está a votos no Threadless, todos os votos e comentários sejam de que teor forem são benvindos!

Infelizmente fiz uma typo e já vai ser mais dificil ter uma pontuação decente LOL

http://www.threadless.com/submission/257101/Vynil_Revolution

Vynil Revolution



Depois de um marasmo de algumas semanas no trabalho mais pessoal hoje parece que acordei para a vida, além de fazer uma t-shirt nova para um projecto de amigos, rematei também um trabalho que já não é novo mas que estava a precisar de uma reformulação para ser uma peça coerente e utilizável.

Podem como de costume comprar a print no DeviantArt > http://www.deviantart.com/print/10795779

Vou começar a fazer movimentos para descobrir uma forma de fazer prints de qualidade e rápidos para vender directamente a quem os quiser comprar.

A semana passada imprimi uma ilustração para a Andreia, como recompensa pelas fotos do Mundo dos Sonhos mas acho que vou antes enviar uma impressão na minha jacto de tinta com papel fotográfico que ainda assim fica melhor.

Entretanto vou também adaptar este trabalho para t-shirt e re-abrir hostilidades nos concursos do costume...






PS: Se alguém souber um bom suite tipo o Moo mas para imprimir posters, SFF!

no fio da navalha



Depois de mais de dez anos sem gravar os k2o3, lançaram no mês passado um novo trabalho de originais de nome No Fio da Navalha.

Antes que tudo, há que dizer que a seguir aos Censurados e posteriormente Tara Perdida, os k2o3 são a banda de punk rock cantado em português mais unânime e com maior culto de seguidores. Nasceram por volta de 95 e foram apadrinhados pelos Xutos e Pontapés, que os tiveram como suporte em inúmeros concertos de norte a sul do país com as músicas do primeiro álbum És Capaz, sendo que o segundo e último álbum Grita foi editado já em 99.

Alguma matemática básica mostra claramente que não os posso conhecer dessa altura, senão seria um punk bastante precoce LOL

O meu conhecimento da banda já vem de 2003, altura em que o file sharing de mp3 pós fecho do Napster, estava difícil o que me levou em boa hora a dedicar-me a algum engenho para usar o IRC como meio de downloads e uploads, foi no canal #punk através de alguns bons padrinhos que os fiquei a conhecer. Ainda assim poucos meses depois começou a ficar famosa na net nacional uma música de nome Vaquinha, que ainda hoje uso para lembrar quem são os k2o3 mesmo a quem não está muito dentro do círculo do punk.

Se a memória não em engana, foi em 2005, que a banda se voltou a juntar depois de quase 10 anos de pausa e foi ai que tive o privilégio de os ver pela primeira vez ao vivo no Lótus Bar em Cascais e confirmar que não era apenas boa música gravada. Ainda o guardo como um dos melhores concertos a que fui, em que literalmente todo o público conhecia as letras de cor e as cantou sem pausa... não foi por acaso, que eu e os meus amigos acabámos por ficar um pouco roucos nessa noite, com grande malhas como Veneno, Histórias de Ti ou Voltar Para Trás.

Mas voltando ao presente, No Fio da Navalha marca o regresso aos originais e estava há algum tempo rodeado de alguma expectativa da minha parte, talvez por isso a minha digestão do álbum não tenha produzido tanta surpresa como imaginava, tanta frescura como a primeira audição ou mesmo o impacto do primeiro ao vivo.

Posto isso de parte, e como não sou pseudo-crítico musical para só dar valor ao que me rebenta com a minha escalazeca de expectativas, acho um excelente álbum para juntar à colecção e para ouvir repetidas vezes. Na verdade dentro das 11 músicas+ 1 instrumental estão algumas pérolas, como Ovelha Negra, Vira-Lata, Abismo e Beco sem Saída. Não são uma surpresa mas são tão bons hinos do punk em português agora, como o foram os clássicos já mencionados no seu tempo.

Para quem nunca os ouviu, a recomendação sobe porque decerto vão gostar mais visto que não terão as mesmas expectativas de um fã!



MySpace da banda:
http://www.myspace.com/k2o3

Philoshopy of Misery


"(...) a Sociedade procura sempre o maior Produto Bruto e consequentemente o maior número de população possível, porque para esta Produto Bruto e Produto Líquido são idênticos. O Monopólio, pelo contrário, tem sempre como meta o maior Produto Líquido possível, mesmo que esse só seja possível de obter a custo do extermínio da raça humana."

Traduzido de The Philosophy of Misery de Pierre-Joseph Proudon (link)


Apeteceu-me partilhar esta frase, não é a pior mas é talvez das mais contundentes e comprováveis do livro. Convém lembrar que o resultado final do neo-liberalismo (ou capitalismo selvagem como é amavelmente conhecido) é inevitavelmente o Monopólio do capital sobre a Sociedade, que resulta invariavelmente em prejuízo do interesse geral em prol do egoísmo cego e faminto.

Precisam de provas? Vejam a taxa de desemprego mundial resultado da gula bancária (vulgo crise) e a taxa de pobreza em Portugal, onde temos demasiados monopólios para um país tão pequeno...

Ah, lembrar também que Proudhon que viveu na primeira metade do século XIX, já previa as crises do século XX e inicio deste, o desemprego dos licenciados e outras maleitas "modernas".

O mundo melhorou desde então? Sim, enquanto o capitalismo foi mantido de rédea curta, no medo das revoluções sociais e dos inimigos de ideológicos. Desde que o comunismo definhou tem mostrado progressivamente a sua verdadeira cara e não é nada bonito de se ver.

Talvez 2 séculos depois seja altura de começarmos a pensar seriamente na versão mutualista do capitalismo que Proudhon esboçou e que tem sido mais ou menos expressivamente desenvolvida por outros como o Kevin Carson.

Exemplos da filosofia mutualista? A maioria dos projectos de software Open-Source como o Linux são perfeitos exemplos da livre associação e do espírito de ajuda mútua, assim como da partilha de dividendos.

A base é simples, abolir o conceito de propriedade e substitui-lo pelo conceito de posse (só se pode ter algo para o qual se tenha trabalhado e que se use e preserve em boas condições) e de uma vez por todas exterminar a falácia do capital que produz valor. A única coisa que produz valor é o trabalho associado ao engenho e deve ser apenas através destes que o ser humano acumula mais ou menos riqueza.

Nunca existirá igualdade de oportunidades numa sociedade regida pelo capital em que uns nascem com acesso a este e outros sem...

Mais sobre mutualismo
http://en.wikipedia.org/wiki/Mutualism_%28economic_theory%29

Caprica



Estreou ontem nos EUA o 2º episódio, ou melhor o primeiro depois do piloto, de Caprica, um spin-off da série Battlestar Galactica (a nova) passado 52 anos antes do início da anterior história.

Em vez de batalhas no espaço temos antes um imersivo mundo futurista onde acompanhamos a criação dos Cylons e desvendam-se mais pormenores sobre os eventos que levaram à série principal.

Normalmente os spin-offs costumam ser versões rascas da série mãe, mas neste caso tal como parecia estar prometido nos trailers e por aquilo que vi no episódio piloto promete várias horas de bom entretenimento.

Mais em
http://www.syfy.com/caprica